O Globo, O País, p. 10
07 de Abr de 2011
Desmatamento na Amazônia cai 7,1%, e no cerrado é reduzido à metade
Mas destruição de floresta cresce no Amazonas e no Maranhão e preocupa
BRASÍLIA. O Ministério do Meio Ambiente anunciou ontem redução de 7,1% no desmatamento na Amazônia entre agosto 2010 e fevereiro deste ano, se comparado com o mesmo período anterior. A área destruída foi de 1.255 quilômetros quadrados, contra 1.352 nos seis meses entre 2009 e 2010. Os números são do Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
ministério também apresentou dados do cerrado. Conforme antecipou O GLOBO, o desmatamento nesse bioma foi reduzido à metade, se comparado o ano de 2009 com o ano anterior. Em 2009, a área desmatada caiu para 7.637 quilômetros quadrados. Tinha sido de 14.200 em 2008.
Apesar da redução do desmatamento na Amazônia, o aumento em alguns estados, como Amazonas (91%), Maranhão (44%), Rondônia (28%), Acre (181%) e Tocantins (66%), preocupa o ministério. A ministra Izabella Teixeira afirmou que pedirá explicações às autoridades:
- Há uma preocupação muito grande principalmente com Amazonas, Rondônia e o Maranhão. São estados reincidentes e onde a taxa de desmatamento está explodindo. São regiões de fronteira agrícola e precisamos de uma estratégia conjunta para coibir o desmatamento. Vamos estudar como ser mais proativos e evitar o desmatamento. Três estados apresentaram redução: Mato Grosso (42%), Roraima (77%) e Pará (8%).
O governo apresentou resultados dos 43 municípios com mais desmatamento na Amazônia. Nos 36 da primeira lista de alerta elaborada pelo governo, em 2008, houve uma redução de 29% do desmatamento, comparando 2010 com 2009. Izabella anunciou que Querência (MT) será a segunda cidade a deixar a relação. A primeira, ano passado, foi Paragominas (PA). Os municípios cumpriram os critérios ambientais para sair da lista.
A ministra aproveitou para dar provocar os ruralistas. Querência cumpriu uma série de exigências ambientais, como ter pelo menos 80% de seu território com Cadastro Ambiental Rural (CAR). Izabella lembrou que as regras do atual Código Florestal, que o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e os ruralistas pretendem mudar, permitiram a mudança do perfil da cidade.
- Com as regras atuais do Código Florestal, a cidade de Querência demonstra que é possível promover a regularização ambiental, aumentar a produção e evitar novos desmatamentos. Isso na prática. Ninguém pode dizer que não é concreto.
O Globo, 07/04/2011, O País, p. 10
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