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Autor: Nathalia Clark
09 de Mai de 2011
Conforme dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgados na última semana de abril, em março o desmatamento na Amazônia Legal voltou a cair. A redução foi de 39% em relação ao mesmo mês do ano passado - de 76 km² para 46 km².
No acumulado de agosto de 2010 a março de 2011, o desmatamento chegou a 972 km, sofrendo ligeira redução de 3%. Neste período, Mato Grosso foi o estado que mais desmatou (28%). Em seguida aparece Rondônia, com 26%. Somente em março de 2011, o quadro se inverteu. Rondônia veio a liderar, com 69% de área retirada, e Mato Grosso passou para o segundo lugar, com 23%.
Também em março, a maioria do desmatamento ocorreu em áreas privadas (71%), seguido de longe por Unidades de Conservação (25%). Nos Assentamentos de Reforma Agrária foram detectados 3% e em Terras Indígenas, 1%.
Com os dados, pode-se notar a relativa evolução da degradação em Rondônia. O mapa abaixo indica que o desmate se concentrou nas regiões em torno das obras das hidrelétricas de Jirau e Santo Antonio, no rio Madeira. A pesquisadora Sanae Hayashi, responsável pelo Boletim Transparência Florestal da Amazônia Legal Março de 2011, afirmou que o estado vem demonstrando crescimento na derrubada desde o segundo semestre de 2010.
"Há dois fatores relevantes para esse aumento: as usinas são um deles, pois o corte concentra-se na região; o outro é a 'corrida para o desmatamento' por conta do Código Florestal que está sendo debatido agora. No Mato Grosso, segundo os dados já de abril, houve um avanço surpreendente, de uma hora para outra", comentou Hayashi.
Mauro Pires, diretor do Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), confirma essa versão: "Nós também constatamos recentemente que a maioria do desmate tem ocorrido por conta das discussões em torno da mudança no Código Florestal. Os proprietários querem desmatar antes de a proposta ir a votação", disse Pires.
A pesquisadora do Imazon lembra ainda que o fato de Rondônia aparecer com maior percentual comparado aos outros estados se dá muito por causa da cobertura de nuvens. O documento atesta que foi possível monitorar apenas 19% da área florestal na Amazônia Legal. Pará e Mato Grosso tiveram, respectivamente, 93% e 80% da área encoberta.
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