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Desenvolvimento sustentável

OESP, Imóveis, p. 4
Autor: LEITE, Hamilton
07 de Ago de 2016

Desenvolvimento sustentável

HAMILTON LEITE
hl@hamiltonleite.com.br

Em setembro 2015, o documento "Transformando o nosso mundo: A agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável" (disponível em www.pnud.org.br/ods.aspx) foi aprovado pela cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU). A agenda consiste em uma declaração, 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas que integram as três dimensões do desenvolvimento sustentável: econômica, social e ambiental.
Os ODS são apenas uma produção utópica da ONU, que não tem chance de produzir benefícios concretos para cada um nós?
Os 193 países signatários, incluindo o Brasil, decidiram acabar com a pobreza e a fome em todos os lugares até 2030; combater as desigualdades dentro dos países e entre eles; construir sociedades pacíficas, justas e inclusivas; proteger os direitos humanos e promover a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas; e assegurar a proteção duradoura do planeta e de seus recursos naturais.
A resposta aos questionamentos iniciais depende da compreensão que tivermos em relação à necessidade (ou não) de buscarmos esses objetivos. Se nossa percepção for de que está tudo bem ou que não temos nada a ver com nenhum desses temas, ela terá pouca chance de produzir resultados positivos. Mas se temos a consciência de que existem problemas socioambientais graves no mundo, em nosso país e em nossas cidades, temos a obrigação moral perante nossos descendentes de fazer alguma coisa a respeito.
Cada um de nós precisa avaliar o que está ao seu alcance e como pode contribuir da maneira mais efetiva possível. E como naquela música cantada pelos jovens universitários do torneio InterUnesp: cada um no seu quadrado! (tinyurl.com/InterUnesp)
Não são menos importantes as ações da dona de casa, que pode economizar água e energia, comprar móveis de madeira certificada, utilizar materiais de limpeza mais sustentáveis, separar e destinar corretamente seu lixo, do que as ações do presidente da república, que pode estabelecer critérios sustentáveis para o imenso volume de compras realizadas pelo governo. Ou do CEO de uma grande corporação, que pode implementar um programa de voluntariado para seus milhares de colaboradores.
E pouco eficiente, no entanto, se o dirigente de uma empresa economizar água em casa e desperdiçar milhões de litros no processo industrial, ou o dono da construtora ter cartões de visita de papel reciclado e consumir toneladas de madeira originada de desmatamento ilegal em suas obras.
Neste sentido, os ODSs podem ser uma referência para que cada pessoa identifique quais são os problemas que precisa ajudar a resolver em suas atividades pessoais e profissionais - e aja de fato. E no setor imobiliário, loteadores, incorporadores imobiliários, administradoras de condomínios, administradoras patrimoniais, corretores, imobiliárias, shopping centers e hotéis poderiam elaborar e implantar programas e planos de ação para atingir algumas das metas da ONU e tantas outras mais específicas nas suas atividades.
Algumas dessas metas podem ser relacionadas ao setor, como as que visam assegurar melhora na qualidade da água, dobrar a taxa global de melhoria da eficiência energética e garantir o acesso de todos à habitação adequada, segura e apreço acessível. Prazo para atingir estas e as demais metas: 14 anos.
Algumas coisas na vida não devem ser levadas muito a sério, como a brincadeira dos jovens universitários, mas outras, como os ODSs precisam ser!

VICE-PRESIDENTE DE SUSTENTABILIDADE DO SINDICATO DA HABITAÇÃO DE SÃO PAULO (SECOVI-SP)

OESP, 07/08/2016, Imóveis, p. 4

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