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Deputados vão cobrar explicações da 1ª Brigada

Brasil Norte-Boa Vista-RR
03 de Mar de 2004

O interesse pela gleba Cauamé foi abordado ontem pelo deputado Sérgio Ferreira (PPS), durante discurso no plenário da Assembléia. O tema despertou o interesse de outros parlamentares, que também demonstraram indignação. Uma comissão vai cobrar explicações da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, onde está o comando do Exército em Roraima.

Para o deputado, o argumento de utilização dos 150 mil hectares para área de manobra permanente do Exército não é convincente. "Isso não é necessário. Existem inúmeras reservas indígenas, parques ecológicos e quilômetros de fronteiras que podem ser utilizados". Questionou, inclusive, as razões do interesse 'por uma área meramente de cerrado'.

Sérgio Ferreira afirmou não acreditar que o Exército esteja fazendo o jogo de ONG's, mas não descarta ter por trás da pretensão o dedo do Grupo de Trabalho Interministerial que analisa a situação fundiária de Roraima. "Trata-se de um novo caminho para unificar terras tuteladas pela União no Estado. A área pretendida fica entre reservas indígenas".

O deputado Gute Brasil (PMDB) criticou o fato de o Exército, uma das instituições mais respeitadas do País, tente absorver terras onde existem fazendas e colônias de pequenos produtores. Lembrou que em Bonfim, município do qual foi prefeito, tem uma área de manobra militar permanente, com algo em torno de 30 mil hectares, praticamente 'inutilizada'.

"Essa pretensão reduzirá ainda mais os territórios disponíveis para produção agropecuária em Roraima", alertou o parlamentar Vantan Praxedes (Prona). O deputado Aírton Cascavel (PPS) propôs que uma comissão se reúna com o general Paulo Studart, tendo o apoio de Mecias de Jesus (PL), presidente da Assembléia. A data ainda não foi marcada. (I.G.)

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