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Deputado quer solução imediata para disputa urbana em Aruanã

O Popular-Gioânia-GO
07 de set de 2001

O deputado estadual Rosiron Wayne (PST) ocupou ontem a tribuna da Assembléia Legislativa para tratar da polêmica sobre as posses urbanas de Aruanã e defender o que considera os interesses da cidade. Ele conclamou o governo do Estado e seus colegas parlamentares a buscarem uma solução para um problema que está jogando a população da reserva Karajá contra os moradores de Aruanã, e condenou a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai) naquela cidade.
Wayne denunciou a influência maléfica da Funai sobre os Karajá, demarcando uma área possível de propriedade indígena que engloba praças públicas, um colégio estadual e residências construídas há mais de 20 anos nas margens do Araguaia. Com isso, diz o parlamentar, a população indígena voltou-se contra os moradores de Aruanã e os proprietários dessas residências, encerrando uma convivência pacífica que existia há muitos anos. Hoje, lembra Wayne, há índios presos em Aruanã por homicídio e atentado violento ao pudor, crimes inconcebíveis tempos atrás e que prejudicam bastante o turismo naquela cidade.
O que a Funai quer fazer é um absurdo, que revolta, afirmou. Segundo o parlamentar, a Funai valeu-se de um decreto presidencial desprovido de fundamento para anular os registros de propriedade das residências construídas na área que foi anexada à reserva Karajá. Wayne elogiou a atitude do juiz federal Carlos Humberto de Souza, da 3ª Vara de Goiânia, que concedeu liminar favorável a esses proprietários. Na opinião do deputado, o juiz constatou que a única área ocupada pelos índios é a da aldeia e por isso considerou a atitude da Funai uma ilicitude praticada contra os requerentes, com inegável aparência de abuso de poder.

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