Brasil Norte-Boa Vista-RR
14 de Dez de 2004
Os 21 brasileiros que estão presos na cidade venezuelana de Puerto Ayacucho vivem em situação sub-humanas e não há data para liberação. A informação é do deputado Chico Rodrigues (PFL), presidente da Comissão Parlamentar Brasil/Venezuela, que passou três dias no país vizinho, acompanhado do colega Alberto Fraga (PTB - DF).
Os parlamentares estiveram na cadeia pública onde os brasileiros estão recolhidos há mais de três meses. A situação é precária e falta até assistência médica. Chico Rodrigues informou que cinco deles viviam em Roraima: Luiz Ramos de Souza, Valmir da Silva, Edílson de Melo Rocha, João Batista de Maia e Evangelista Martins dos Santos.
Ao todo 23 garimpeiros brasileiros foram presos acusados de crime ambiental. Dois conseguiram fugir. O julgamento dos 21 que estão recolhidos em Puerto Ayacucho foi anulado. "A advogada venezuelana responsável pela defesa deles abandonou o caso. A Embaixada do Brasil contratou agora um advogado para ajudá-los", narrou o deputado.
De acordo com Chico Rodrigues, a previsão é de que o novo julgamento ocorra ainda este mês.
Entretanto, o pefelista avalia como mais importante a intervenção forte do governo brasileiro, inclusive com a participação do presidente Lula. "Colombianos em situação semelhante foram liberados. Há perseguição contra esses brasileiros".
O relatório da viagem será apresentado hoje ao presidente da Câmara Federal, petista João Paulo. Uma cópia será encaminhada ao Palácio do Planalto, na qual Chico Rodrigues e Alberto Fraga cobrarão uma posição mais enérgica. "A idéia é que o presidente Lula mantenha contato direto com o presidente Hugo Chavéz", defendeu o pefelista.
Reuniões
Chico Rodrigues e Alberto Fraga estiveram com João Carlos de Souza Gomes, embaixador do Brasil na Venezuela. Também participaram de reunião com mais de 40 pessoas dos dois países, na qual o tema principal era garimpo ilegal. Os deputados conversaram ainda com a fiscal superior do Ministério Público da Venezuela, Zoila Gorbi. Outra conversa envolveu o general José Blondet, comandante da 52ª Brigada de Selva, em Puerto Ayacucho. A intenção deles era transferir os brasileiros para a unidade militar, amenizando o sofrimento em decorrência da péssima qualidade da cadeia onde estão recolhidos. "A diplomacia brasileira precisa agir com rapidez", declarou. (I.G.)
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