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Deputada esperava desculpas de secretário da Contag em CPI da Funai

Agência Câmara- http://www2.camara.leg.br
13 de Abr de 2016

A deputada Tereza Cristina (PSB-MS) lamentou há pouco o silêncio do secretário de Finanças e Administração da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Veras dos Santos, durante o depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na demarcação de terras indígenas.

Autora do requerimento de convocação, Tereza Cristina afirmou que esperava que Aristides pudesse se desculpar na CPI durante o depoimento. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, no dia 1 de abril, Aristides disse: "A bancada da bala no Congresso Nacional, vocês sabem que é forte, e a forma de enfrentar a bancada da bala contra o golpe é ocupar as propriedades deles ainda lá nas bases, lá no campo. E a Contag e os movimentos sociais do campo é que vão fazer isso."

"Não é possível que em um País que dá o direito à propriedade haja esse tipo de ameaça", afirmou a deputada. "Incitar a invasão não está certo, não pode acontecer em um País democrático como nosso", completou. Tereza Cristina defendeu o seu direito de ser a favor do impeachment sem que sua fazenda seja invadida.

O deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) informou que conversou com outros dirigentes da Contag que não compactuam com a fala de Aristides. O parlamentar também disse que esperava pedido de desculpas do depoente. "Se ele tivesse falado aqui o que falou no Palácio do Planalto, eu teria mandado prendê-lo", destacou. Colatto questionou ainda qual a renda do secretário da Contag advinda da sua propriedade agrícola.

O deputado Delegado Éder Mauro (PSD-PA) afirmou, em tom elevado, em pé e com o dedo em riste, que o secretário é "bandido financiado pela [presidente da República] Dilma [Rousseff]". Já o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) questionou por que Aristides não respondeu nem mesmo as perguntas relativas à atuação da Contag e afirmou que o depoente responderá em juízo por essa postura. Ele defendeu que a CPI faça a representação na Justiça. Além disso, perguntou se o secretário da Contag é filiado a algum partido político.

Aristides continuou fazendo uso da liminar do Supremo Tribunal Federal que lhe garante o direito de permanecer em silêncio na CPI. A reunião continua acontecendo em clima de bastante tensão.

A reunião da CPI ocorre no plenário 9.

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