VOLTAR

Depois do incêndio, abandono

Diário do Nordeste - http://diariodonordeste.globo.com
Autor: Janayde Gonçalves
27 de Nov de 2010

Mesmo uma semana depois do incêndio no Parque Ecológico do Cocó ter sido controlado, frequentadores ainda estão preocupados com as condições do lugar. Em alguns espaços próximos à trilha, que é visitada diariamente por centenas de pessoas, existem troncos de árvore tombados causando incômodo visual e sensação de insegurança aos coopistas.

Para alguns visitantes, o Parque está em más condições de uso porque além dos troncos espalhados demonstrarem podas agressivas e falta de cuidado, existe lixo em muitas partes do passeio.

Em todo o percurso das trilhas abertas no parque não faltam lixeiras ou placas educativas orientando os visitantes a manterem o local limpo e conservado. Ainda sim, alguns locais, em especial a trilha do rio está tomada por lixo deixado pelos frequentadores. Dentre os resíduos estão garrafas plásticas, copos, vasilhames, embalagens de biscoitos e outros materiais cuja decomposição pode levar mais de 400 anos.

Enquanto levava amigos para conhecerem o Parque do Cocó, na tarde de ontem, a editora de moda Luciana Naberssie, disse sentir-se decepcionada com a situação do Cocó, que é um dos poucos parques que Fortaleza dispõe. "Penso que a única maneira de manter o parque limpo seria convocar periodicamente a participação de voluntários para recolher o lixo deixado nas trilhas e no próprio Rio Cocó", sugeriu.

Já o aposentado Penno Schmidt chegou a escrever uma carta para a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), pedindo intervenções de melhoria. "Pelo menos obtive resposta, eles disseram que tomariam providências, mas estas ações ainda não são visíveis".

A gerência do Parque Estadual do Rio Cocó disse que a presença do lixo existe porque a frequência de visitas é intensa, mas existem 28 funcionários dando manutenção na área: trabalho que vai desde jardinagem até a limpeza dos bancos. Além destes, existem oito monitores que se revezam prestando informações ao público. De segunda à sexta as visitas guiadas podem ser agendadas. Nos fins de semanas o serviço é estendido a todos os frequentadores.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=892097

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.