Época, p. 29
21 de Ago de 2006
Depois de quatro anos, o governo libera gasoduto na selva amazônica
Vai sair do papel nos próximos meses um dos mais importantes e polêmicos projetos de energia do país: a construção de um gasoduto de 520 quilômetros em uma das áreas mais preservadas da selva amazônica. O projeto de R$ 1,2 bilhão - associação de Petrobras, Termobrás e a empresa americana de energia El Paso - está parado desde 2003 por temores ecológicos. Promotores e ONGs acusavam o projeto Urucu-Porto Velho de permitir uma nova onda de devastação ambiental em Rondônia. A primeira autorização incluía o princípio e o final da obra, mas não 200 quilômetros de dutos de gás que atravessam uma área de floresta nacional. A licença final só foi liberada depois de as empresas se comprometerem a desmatar apenas 400 hectares na obra inteira e produzir levantamento científico de todas as espécies de plantas maiores de 1 metro na região. O gasoduto é considerado fundamental para os moradores de Porto Velho, que hoje dependem de óleo diesel para ter eletricidade.
Época, 21/08/2006, p. 29
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