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Departamento planeja incentivar o turismo nas comunidades indígenas

Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
08 de Fev de 2006

A partir da homologação da Raposa Serra do Sol, em 15 de abril do ano passado, fica proibida a entrada de pessoas não-índias nas comunidades, sem antes ter autorização da Funai (Fundação Nacional do Índio), que é o órgão que tutela os índios. Com isso, o Departamento Estadual de Turismo (Detur) tem intenções de desenvolver o turismo, a partir de projetos apresentados pelas aldeias indígenas.

Atualmente, o Detur desenvolve atividades na comunidade Nova Esperança, reserva São Marcos. Há quatro anos os indígenas se sensibilizaram quanto a sustentabilidade através dos atrativos turísticos. Todo o processo iniciou com capacitação dos moradores da comunidade.

"Queremos saber se há interesse por parte das comunidades que ficam dentro da Raposa Serra do Sol, para que possamos desenvolver projetos de sustentabilidade através do turismo étnico-cultural", disse o diretor do Detur, Alex Vianna.

Na comunidade Nova Esperança, os índios desenvolveram uma trilha para que os turistas apreciem os pássaros, além de oferecer a culinária indígena e o artesanato. Essas pessoas passaram por uma capacitação para saber que tipo de prato típico deve ser apresentado aos turistas.

Sobre o incentivo da prática do turismo, Vianna citou como exemplo o Município de Uiramutã. Embora a sede administrativa esteja fora do perímetro da reserva, os atrativos turísticos, como as cachoeiras, estão dentro da área homologada. Para incentivar o turismo nessa região as comunidades devem apresentar projetos.

No caso do Monte Roraima, o qual o lado brasileiro está dentro da reserva indígena, Vianna disse que os pacotes são fechados e os turistas pernoitam em Boa Vista e seguem com destino a Santa Elena do Uairén, onde caminham até o platô. "O lado brasileiro é muito íngreme e deve ser desenvolvido outro tipo de turismo, que é o de aventura", ressaltou o diretor.

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