Agência Brasil
Autor: Marco Antônio Soalheiro
02 de Abr de 2008
O delegado da Polícia Federal Romero Fernando Teixeira responsável pela Operação Upatakon 3, que tem o objetivo de retirar os não-índios da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, disse hoje à Agência Brasil que ainda acredita em uma solução pacífica, sem a necessidade de uso da força. "Continuamos na tentativa de acordo pacífico para a retirada."
Teixeira admitiu existir uma preocupação especial em relação à região de Surumu, distrito de Pacaraima, onde manifestantes contrários à operação já destruíram pontes de acesso e interditaram a BR 355. Lá há também um acirramento entre grupos indígenas que se dividem entre o apoio e a cobrança da retirada dos arrozeiros.
"A Polícia Federal vai ter que estar presente no local de forma permanente para evitar conflitos, assim que tivermos meios operacionais adequados", afirmou.
O delegado não revela detalhes do cronograma de ações da PF. O sigilo é uma estratégia para o sucesso da Upatakon 3. Nem mesmo o número de agentes envolvidos é divulgado. Entretanto, nos últimos dias, o efetivo da PF vem sendo reforçado com a chegada de policiais de outros estados.
Teixeira negou que ele ou qualquer subordinado tenha ofendido o deputado federal Márcio Junqueira (DEM-RR) na última segunda-feira em Surumu. Ontem (1o), o deputado alegou ter sido chamado de "boiola" pelo delegado da PF.
A presença dos policias federais na capital roraimense foi alvo de crítica em charge publicada hoje (2) pelo jornal Folha de Boa Vista. A ilustração traz uma caricatura do presidente Lula suspensa em uma nuvem com a inscrição 60%, em referência a pesquisas de opinião em que o desempenho do presidente é bem avaliado.
Abaixo, há um ônibus com a sigla da PF e a frase dita por um integrante do veículo: "Vamos aproveitar que o presidente tá viajando na popularidade e levar o caveirão para esculachar em Roraima!". A charge faz alusão ao ônibus negro que transporta os agentes da PF na capital do estado.
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