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‘Deixou aldeias por último nos mutirões’: Flanklin acusa Marçal sobre epidemia de chikungunya em Dourados

Midiamax - midiamax.com.br
Autor: Vinicios Araujo
01 de Abr de 2026

A Prefeitura de Dourados deixou para reagir na contenção da crise da chikungunya na Reserva Indígena somente após a chegada da Força Nacional. Segundo o vereador Franklin Schmaltz (PT), enquanto realizava mutirões de coleta de lixo pela área urbana da cidade, Marçal Filho (PSDB) deixou para intervir na aldeia por último, quando a crise com o mosquito Aedes aegypti já havia sido escalada.

"A coleta devia ser de responsabilidade do município, e ela já não acontece de forma periódica. Não foi feito até agora nenhum mutirão de coleta de resíduos na RID, mas o prefeito já fez em outros bairros da cidade", afirmou.

A maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul concentra, até o momento, o maior número de casos da doença. Enquanto o Estado acumula mais de 3,5 mil casos prováveis da doença e sete mortes, somente em Dourados já foram registradas 2.053 notificações, sendo que 1.074 suspeitas foram confirmadas. A cidade, que já registrou cinco óbitos, mantém em internação hospitalar 31 pacientes.

Acerca da falta de mutirões, Franklin disse à reportagem que cobra desde a semana passada uma resposta do município. "Hoje, estou protocolando notícia de fato no MPF para apurar as responsabilidades, tanto da Prefeitura Municipal de Dourados quanto de Itaporã", destacou.

E, em meio à crise, o parlamentar denuncia ainda um déficit de agentes de saúde. Dados da categoria encaminhados ao gabinete do vereador apresentam baixa de aproximadamente 40 servidores.

"Atualmente, cerca de 40% do território do município está descoberto, ou seja, não tem recebido visitas regulares dos agentes, que são essenciais para o controle de vetores e focos do mosquito. Se trata de ação preventiva, mas que agora a debilidade está mostrando consequências. Até onde sabemos, o município tem demorado muito para se organizar e coordenar as ações emergenciais. Para disponibilização de aportes de recursos federais, são necessários planos de ação, que já deveriam estar prontos", afirmou o petista.

O vereador ainda destacou que a Força Nacional foi o primeiro órgão a chegar à Reserva Indígena de Dourados, em 18 de março, por intermédio do Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). Está prevista a permanência das equipes federais até o dia 10 deste mês, mas os trabalhos podem ser prorrogados.

A comitiva inclui integrantes do Ministério do Desenvolvimento Social, Ministério dos Povos Indígenas, Ministerio da Integração Nacional via Defesa Civil Nacional, Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), Ministério da Saúde e ⁠Ministério da Defesa.

"Quem mobilizou a Força Nacional para estar aqui foi o Hospital Universitário. A prefeitura, desde o início, diz que as responsabilidades são federais sobre o território indígena. Então, enquanto ações práticas, elas ficarão a cargo da Força Nacional, da Sesai e do Hospital Universitário", disse.

Para Franklin, a prefeitura só reagiu depois da chegada das equipes federais, por entender que o problema não era só na aldeia, mas sim na cidade.

"O primeiro mutirão que foi feito foi para vistoriar residenciais na reserva, foi uma ação conjunta, município, Estado e DSEI. Identificaram milhares de focos etc... Depois disso, nenhum outro mutirão foi feito lá. Daí o prefeito fez mutirão de coleta de lixo na cidade", finalizou.

*Matéria atualizada às 12h08 para correção de informação

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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