Zero Hora - http://zerohora.clicrbs.com.br
Autor: Cleidi Pereira
18 de Fev de 2014
Discurso contra quilombolas e índios fortaleceu alas de PSB e Rede contrárias à Ana Amélia
As declarações do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP) - que criticou quilombolas, homossexuais e índios e pregou a contratação de segurança privada pelos produtores rurais para manter a posse da terra - fortaleceram as alas do PSB e da Rede contrárias a uma aliança em torno da candidatura da senadora Ana Amélia Lemos (PP) ao Palácio Piratini.
Marina Silva, principal líder da Rede e provável candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo governador Eduardo Campos (PSB-PE), é defensora da causa indígena.
Heinze, deputado do PP mais votado em 2010 e terceiro no ranking da bancada gaúcha, se referiu a quilombolas, índios e homossexuais como "tudo o que não presta" durante uma audiência pública em novembro. O vídeo veio à tona na semana passada, gerando controvérsia.
De acordo com o segundo vice-presidente do PSB no Estado, deputado estadual Heitor Schuch, as declarações acenderam a luz amarela entre os líderes até então favoráveis à aliança. O assunto, segundo ele, "certamente" estará na pauta de um encontro de PSB, Rede e PPS no sábado, com a presença de Campos e Marina, em Porto Alegre.
- O PP nunca trilhou o caminho da pequena propriedade. Temos conflitos que são ideológicos - avalia Schuch.
Para Gisele Uequed, representante da Rede no RS, as declarações de Heinze evidenciaram ainda mais as diferenças entre o PP e a coligação PSB-Rede. O mais provável, segundo Gisele e Schuch, é que PSB e Rede tenham candidato próprio ao Piratini.
- As ideias do PP sobre desenvolvimento não caminham na mesma direção que a Rede - diz Gisele.
Apesar das resistências, a aliança vem sendo costurada desde o ano passado, quando Campos esteve no Rio Grande do Sul e circulou pela Expointer ao lado de Ana Amélia. O presidente estadual do PP, Celso Bernardi, nega que o episódio tenha prejudicado o andamento da negociação.
De acordo com ele, as tratativas estão ocorrendo com todos os partidos que hoje fazem oposição ao governo Tarso Genro. No entanto, o progressista admite que, quando se trata de coligações, é normal que ocorra "um passo para frente e meio para trás".
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/politica/noticia/2014/02/declaracoes-…
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.