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De novo, Cantareira tem captação reduzida

OESP, Metrópole, p. A15
01 de mai de 2014

De novo, Cantareira tem captação reduzida
Nova vazão máxima de água prevê a diminuição de 2,4 mil litros por segundo para a Grande São Paulo, mas não deve impactar abastecimento.

Fabio Leite

A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) decidiram ontem reduzirem 9,7% o volume máximo de água que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) poderá retirar do Sistema Cantareira, a partir de hoje, para o abastecimento de mais de 8 milhões de pessoas na Grande São Paulo.
Em comunicado conjunto, os órgãos reguladores federal e estadual definiram que a vazão máxima de transferência de água pelo túnel 5, entre os reservatórios Atibainha, em Nazaré Paulista, e Paiva Castro, em Mairiporã, será de 22,4 mil litros por segundo, 2,4 mil litros amenos que a vazão permitida até ontem:24,8 mil litros por segundo. Para as bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), na região de Campinas, a vazão foi mantida em 3 mil litros por segundo.
A nova regra vale até o dia 15 de maio, quando a Sabesp pretende iniciar a captação de água do chamado "volume morto" - reserva profunda represada abaixo do nível das comportas- nas Represas Jaguari-Jacareí, na região de Bragança Paulista, que estão com apenas 3,1% da capacidade. O nível do sistema ontem era de 10,7%, o mais baixo da história.
Segundo a ANA e o DAEE, a nova vazão representa a "manutenção da mesma ordem de grandeza das vazões efetivamente praticadas em abril". De acordo com o comitê anticrise, que monitora a seca do Cantareira, a Sabesp retirou, na média, 21 mil litros por segundo do túnel 5 no mês passado. Na estação elevatória em Paiva Castro, a retirada foi de 24,8 mil litros. Antes da crise, a média era de 31 mil litros por segundo.
Os números mostram que, na prática, a diminuição de 20% definida ontem não deve impactar ainda mais o abastecimento da Grande São Paulo, ao contrário do que aconteceu depois da redução anunciada no início de março pelos órgãos reguladores. Na ocasião, a Sabesp teve de reduzir de 31 mil litros para 27,9 mil litros a retirada de água do manancial e, por isso, decidiu cortar em 15% o volume de água vendido no atacado para as cidades de São Caetano e Guarulhos, que são atendidas pelo Cantareira. Guarulhos acabou decretando racionamento oficial de água.
Retirada
Segundo a presidente da Sabesp, Dilma Pena, a companhia já reduziu em 6mil litros por segundo o volume de água retirado do Cantareira desde o início da crise, em janeiro. Nesse período, a Sabesp adotou o desconto para quem economiza água, iniciou o remanejamento dos Sistemas Guarapiranga e Alto Tietê para áreas do Cantareira e reduziu a pressão da água na distribuição noturna.

Governo diz que 81% economizam água e amplia bônus

O índice de consumidores que reduziram o gasto de água durante a crise do Sistema Cantareira subiu para 81% em abril, segundo balanço do governo Geraldo Alckmin (PSDB). No primeiro levantamento em março, índice foi de 76%. Ao todo, 39% dos clientes da Sabesp diminuíram o consumo em pelo menos 20% e conseguiram o desconto de 30% na conta. Os outros 19% aumentaram os gastos com água.
O governo também decidiu ampliar o plano de bônus para mais 11 cidades fora da grande São Paulo: Bragança Paulista, Piracaia, Nazaré Paulista, Joanópolis, Vargem, Pinhalzinho, Paulínia, Itatiba, Morungaba, Monte Mor e Hortolândia. Esses consumidores, porém, também poderão ser multados em 30%, caso aumentem o consumo. Segundo Alckmin, a multa já foi aprovada pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp).

OESP, 01/05/2014, Metrópole, p. A15

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http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,sabesp-diz-que-81-reduziram-…

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