Dourados News-Dourados-MS
14 de Abr de 2005
A cantora Daniela Mercury, embaixadora do UNICEF no Brasil, está distribuindo mensagem às instituições e organismos sociais, manifestando a preocupação com a situação enfrentada atualmente pelas comunidades indígenas. "O Brasil já começou a despertar para a questão dos afro-descendentes, embora tenhamos muito que caminhar. A questão dos indígenas, no entanto, ainda está oculta. É urgente dar visibilidade a ela", diz a mensagem.
Em outro trecho, ela diz que a situação das crianças Guarani-Kaiowá "requer nossa intervenção imediata, mas tão importante quanto as ações emergenciais nesse momento é o desafio de agirmos em longo prazo, para que cada criança tenha seus direitos garantidos sempre".
"A situação dos Guarani-Kaiowá é simbólica das dificuldades que enfrentam todos os povos indígenas em nosso País. Para além da questão da mortalidade infantil, há problemas como a falta de terra, os altos índices de suicídio e de alcoolismo entre os jovens, o crescente número de meninas grávidas, a educação descontextualizada que não respeita a cultura desse povo", diz a cantora.
Daniela observa que, para os povos indígenas, tão importante quanto garantir a sobrevivência de seus filhos, de garantir seu acesso à terra, de combater a exploração sexual, o alcoolismo, entre outros, é a educação dos meninos e meninas não-indígenas, para que reconheçam, nos povos indígenas brasileiros, o seu semelhante, a sua identidade. "É preciso que todos os brasileiros conheçam, desde pequenos, as culturas indígenas, suas línguas, que saibam quem são, onde estão e, acima de tudo, os respeitem. Não queremos, portanto, chamar atenção da sociedade brasileira apenas para a sobrevivência física dos indígenas, mas também das culturas de sua gente", observa ela.
Daniela Mercury convida a sociedade a participar, a partir de segunda-feira, até o dia 3 de maio, em Brasília, do Primeiro Fórum dos Direitos dos Povos Indígenas Brasileiros. "Será uma oportunidade em que serão debatidos temas como a demarcação das terras, as questões culturais e os direitos das crianças e dos adolescentes. Parece-me uma boa oportunidade para vocês, que estão em Brasília, darem voz aos povos indígenas", alerta a embaixadora.
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