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DAEE apoia criação de poços pela Prefeitura

OESP, Metrópole, p. A19
24 de Set de 2014

DAEE apoia criação de poços pela Prefeitura

O diretor do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), Alceu Segamarchi, disse ontem que acha "saudável" a construção de poços artesianos pela Prefeitura de São Paulo para suprir uma possível falta de água em escolas e postos de saúde, mas ponderou que a capital paulista possui inúmeras áreas com restrição de perfuração por causa da contaminação do lençol freático.
Conforme o Estado revelou ontem, a gestão Fernando Haddad (PT) deve concluir em um mês licitação para contratar uma empresa para construir poços semiartesianos, com 120 metros de profundidade, nas regiões das 32 subprefeituras da capital em casos de emergência. A ideia é já ter um fornecedor à disposição para executar as obras em um prazo mais curto, entre 20 e 30 dias, se a crise hídrica se agravar.
O abastecimento na capital é feito pela Sabesp, que capta água nos sistemas Cantareira, Alto Tietê e Guarapiranga. Destes, os dois primeiros estão em nível crítico de armazenamento, com 7,8% e 12,4% da capacidade, respectivamente, os índices mais baixos da história.
"(O poço) Vai funcionar como uma caixa d'água. Acabou a água, você abre o poço. Não só é possível como a gente acha saudável", disse Segamarchi, que prometeu agilizar a emissão de outorga dada pelo DAEE para o uso da água subterrânea. Mas, para que isso aconteça, ele apontou dois obstáculos que serão encontrados pela prefeitura: a dificuldade de encontrar água no aqüífero da região e alto número de áreas contaminadas. / F.L.

OESP, 24/09/2014, Metrópole, p. A19

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