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Curso orienta para defesa da terra

Diário da Amazônia - http://www.diariodaamazonia.com.br/
17 de mai de 2010

O consórcio Narahitxia (ou 'Unidos pela Floresta' na língua tupi monde), formado por entidades de apoio aos povos indígenas, está promovendo em Porto Velho um curso de agente ambiental para 35 representantes de 8 etnias de Rondônia, sul do Amazonas e norte do Mato Grosso. Com o curso, iniciado no dia três de maio, os participantes estão sendo preparados para defender o seu território. Para isto recebem uma série de orientações, que vão desde a formulação de um termo de denúncia de invasão ou roubo de madeira e outros bens de suas terras até noções de cartografia, georeferenciamento, pilotagem e mecânica de barcos, direito ambiental e ecologia. O curso será encerrado na quarta-feira (19/5) com um evento cultural em que cada etnia vai fazer uma apresentação com a dança e a música do seu povo. A atividade faz parte dos objetivos do curso que é a valorização da cultura, segundo a coordenadora geral da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, Ivaneide Bandeira.

Ivaneide explica que o Consórcio Narahitxia está voltado para o fortalecimento das organizações indígenas e para a defesa do meio ambiente. O projeto inclui índios do corredor étnico ambiental Tupi Mondé e Kwahiela, que inclui os povos suruí, diahui, parintintin, cinta larga, aikana, zoró, uru-eu-wau-wau e amondawa. O trabalho conta com a parceria da Kanindé, ACT Brasil, associação do povo suruí, Coiab, CSF e IEB. Os cursos estão sendo ministrados com o apoio da Funai, Ministério Público Federal, ICMBio, Funai e Bobeiros.

Os indígenas que participam do curso vão usar os conhecimentos para cuidar dos limites de suas terras e denunciar possíveis invasões. Os representantes das etnias suruí, cinta larga e zoró trabalharão junto com a Funai no final de maio para fazer a reaviventação dos limites das terras indígenas, com a limpeza e recolocação dos marcos demarcatórios.

Invasões

Segundo Ivaneide Bandeira, as invasões de terras indígenas continuam acontecendo em Rondônia. Ela afirma que as situações mais preocupantes acontecem nas áreas dos zorós, na divisa de Mato Grosso com o município rondoniense de Ji-Paraná. Na terra indígena dos cinta larga, além do garimpo ilegal de diamantes, há também invasão das terras para o cultivo de pasto. "As terras indígenas sofrem muitas pressões de madeireiros e pecuaristas na região", ressalta.

O evento cultural que será realizado na sede campestre da Kanindé "é aberto ao público e representa uma oportunidade única para as pessoas conhecerem a riqueza cultural dos indígenas", segundo Ivaneide. A sede da Kanindé está localizada no quilômetro 14 da estrada do Areia Branca.

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