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Cumpriu-se o figurino

Brasil Norte-Porto Velho-RR
11 de Jun de 2003

Era tudo que se esperava e o figurino montado de véspera foi cumprido como manda a liturgia. Márcio Thomaz Bastos veio avistar a polêmica questão indígena em Roraima.
Entre a cruz e a espada, rodeado de opiniões, sugestões, informações contraditórias e um olhar de preocupação, o ministro da Justiça entende agora que o verdeio tem que ser muito bem analisado antes da decisão final.
"Vim com papel ver e ouvir, com papel em branco para escrever a verdade. Posso afirmar que será feito o melhor para Roraima", disse Thomaz montado em sua eloquência, prudência e sabedoria.
A homologação ocorrerá. Não há mais o que objetar. O esforço que se faz agora, para isso a necessidade da vinda de Thomaz Bastos, é compilar bem os efeitos de uma demarcação contínua, com quase 1,8 milhão de hectares. O que se testemunha é uma certa implicância de exigentes organismos internacionais, que tercem força para que a área seja esterilizada e mantida à distância do interesse econômico local.
Atrás dessas desavenças, o vazio do governo que não se definiu nessas décadas de conflitos permitindo o acirramento dos ânimos dentro e fora do Brasil. O país conhece muito bem a discussão, o governo de Roraima entende o que propõe, os índios nem se percebem no jogo da manipulação e no meio dessa disputa ideológica, o povo roraimense se toma de todo ceticismo até certo ponto compreendido porque lhe falta o elementar: a informação objetiva e clara do que está por trás de toda essa briga.
Thomaz tem que agir sem emocionalismo, sustentado na razão. Verificar bem o ordenamento da questão e não se meter de um lado nem de outro. Mas não pode imiscuir-se de aplicar o que é certo: nem tanto ao índio, nem tanto ao branco. Apenas aquilo que é justo. Tomara que não seja mais uma visita de cortesia, de faz de conta.

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