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Cuiabá-Santarém será privatizada

Estado de S. Paulo-São Paulo-SP
Autor: José Ramos
01 de Abr de 2005

BR-163 é rota de escoamento para a produção de grãos e eletrônicos

O governo federal decidiu privatizar até outubro a rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163), para ser asfaltada até 2008. A rodovia é rota de escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste e dos produtos eletrônicos da Zona Franca de Manaus. A área a ser atendida pela estrada tem cerca de 1,2 milhão de habitantes, espalhados em 71 municípios, com superfície total de 1,23 milhão de quilômetros quadrados, equivalente a 15% do território nacional. A Cuiabá-Santarém tem 1.340 quilômetros, dos quais 940 quilômetros serão entregues à iniciativa privada, no trecho entre Nova Mutum (MT) e Rurópolis (PA). Os usuários pagarão pedágio à medida que as obras forem concluídas. Apenas 500 km, aproximadamente, estão asfaltados atualmente.

A rota entre Rurópolis e Santarém continuará sob gestão federal, mas o governo promete asfaltar o trecho ainda sem pavimentação. Os técnicos estimam em R$ 1 bilhão o custo das obras de restauração e construção em toda a Cuiabá-Santarém, incluindo as obras públicas e as privadas. Com a inclusão da BR-163 no plano de concessões, a extensão das estradas federais que deverão ser privatizadas neste ano sobe para 3.973 km, computados os 3.038 km dos oito trechos que estão com a licitação em andamento.

Uma das principais preocupações do governo, segundo assessor da Casa Civil Johaness Eck, é beneficiar a população local. "É preciso que o desenvolvimento traga benefícios para todos, principalmente para os que moram lá", argumentou. Eck coordena o Grupo de Trabalho do Plano de Desenvolvimento Sustentável da BR-163, que congrega 21 órgãos do governo federal. O plano é embrião do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal.

Segundo Eck, o estudo para o asfaltamento já está sendo submetido a consulta pública. Foi apresentado em Brasília a entidades governamentais e organizações civis de atuação nacional e será debatido, em abril, com a população da região afetada pela obra.

O coordenador do projeto no Ministério dos Transportes, José Maria da Cunha, prevê que a cobrança de pedágio não será problema, por causa dos benefícios que virão. Hoje, argumenta, dependendo da época do ano, os motoristas gastam em média R$ 500 por viagem pagando tratores para desatolar veículos nos trechos mais críticos, sem contar os custos indiretos com a manutenção dos veículos. A estimativa inicial do ministério é de que haverá um tráfego de 2 mil veículos diários.

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