O Globo, Rio, p. 21
09 de Jun de 2011
CSA é denunciada por poluição pela 2ª vez em um ano
Para MP, siderúrgica não informou ao Inea sobre derramamento
A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) foi denunciada ontem por crimes ambientais pelo Ministério Público (MP) estadual pela segunda vez em um ano. Mesmo já respondendo ação penal por danos causados ao ao iniciar a operação do altoforno 1, em junho de 2010, os réus não adotaram medidas de precaução ao acionar o alto-forno 2, em dezembro, relata o MP.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) acrescenta que a CSA não comunicou ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) sobre o derramamento de ferrogusa, em poços ao ar livre, sem qualquer controle.
O gestor técnico da empresa, Luiz Cláudio Ferreira Castro - na ocasião era diretor de sustentabilidade -, também responderá a processo na 2ª Vara Criminal de Santa Cruz, por não comunicar ao órgão ambiental. A denúncia, baseada em trabalho da área de Tutela Coletiva do Meio Ambiente do MP, já foi recebida pela Justiça. As penas para os crimes incluem prisão e multa.
Empresa garante que relatou problema ao Inea
De acordo com o MP, o entorno do distrito industrial de Santa Cruz voltou a sofrer com poluição atmosférica em níveis capazes de provocar danos à saúde humana. "O gestor técnico da empresa, por sua vez, como diretor de sustentabilidade, tinha o dever de relatar os impactos ambientais aos órgãos competentes", escreveu o MP.
A CSA nega as acusações e informa que enviou ofício ao Inea em 26 de dezembro de 2010, no qual relata que "panelas de gusa tiveram que ser esvaziadas no poço de emergência". A siderúrgica diz ainda que a emissão que gerou esta denúncia ocorreu há seis meses atrás e que, desde então, adotou uma "série de medidas corretivas que inclusive já apresentaram resultados positivos". A CSA "nega veementemente" que tal emissão tenha provocado danos à saúde das comunidades vizinhas.
O Globo, 09/06/2011, Rio, p. 21
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