CB, Brasil, p.13
05 de Abr de 2005
Crime piora o comércio
O município de Anapu está vivendo um clima de medo e de falência de sua principal atividade econômica, a exploração de madeira, após o assassinato da missionária Dorothy Stang, no dia 12 de fevereiro. Quem afirma isso são comerciantes, madeireiros e seus empregados, que estão desde domingo em Belém fazendo manifestações de rua e pedindo a ajuda das autoridades. Eles dizem que as serrarias fecharam as portas e demitiram mais de 1.600 empregados.
De acordo com o empresário Antonio Barbosa, mais de vinte casas comerciais também faliram desde que o Exército chegou ao município. "As pessoas têm medo de sair às ruas e quem tenta vir para a cidade de Anapu fazer compras é parado em várias barreiras do Exército e revistado. O caboclo simples e analfabeto se vê tratado como se fosse um bandido. As comunidades estão assustadas", disse Barbosa.
O tenente do Exército Aurecílio Guedes, da 5ª Seção do comando da 8ª Região Militar, disse que a presença dos militares em Anapu é para dar segurança à população do município. "Em nenhum momento recebemos qualquer queixa de comerciantes da região", resumiu o oficial.
Num protesto que conta com mais de 1.500 pessoas, empregados de serrarias e colonos de três municípios do nordeste do Pará fecharam a BR-010 (Belém-Brasília) desde as 5 horas da manhã de ontem, na altura do município de Castanhal. Eles acusam o Ibama de cancelar planos de manejo de madeira na região, obrigando o fechamento de 18 serrarias.
CB, 05/04/2005, p. 13
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