CB, Brasil, p. 12
22 de Out de 2008
Cresce acesso ao saneamento
Se as condições de habitação estão longe do ideal no Brasil, o acesso aos serviços de saneamento básico teve um crescimento considerado substancial pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), quando comparados os dados de 1992 e 2007. A água canalizada está disponível em 91,3% dos domicílios urbanos e, só no último ano, foi possível levá-la para quase 2,2 milhões de brasileiros, sendo 2 milhões moradores das cidades e 198 mil da zona rural.
Com isso, o país já atingiu a meta do milênio referente à água potável.
"Contudo, temos que ter em conta que, às vezes, as médias nacionais podem mascarar a existência de importantes desigualdades regionais e sociais", alerta o estudo. "Os números da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2007 mostram que ainda persistem elevadas desigualdades regionais. O Sudeste e o Sul apresentam cobertura acima dos 95% da população urbana, superando em mais de 30 pontos percentuais a cobertura na Região Norte."
A pesquisadora Maria da Piedade Morais afirma que, ainda assim, é possível observar uma tentativa de redução das desigualdades. Entre 2006 e 2007, o maior incremento absoluto no número de pessoas com acesso à água potável foi notado no Nordeste, região considerada prioritária para receber os investimentos governamentais.
O acesso à rede coletora de esgoto cresceu três pontos percentuais em relação a 2006, o maior nos últimos 15 anos, passando de 54,4% para 57,4%.
Os 20% mais pobres, porém, estão 28 pontos percentuais abaixo dos 20% mais ricos nesse quesito. Moradora da Estrutural, Aleni Ferreira da Silva, 33 anos, reclama da falta de esgotamento sanitário. O filho de 3 anos desenvolveu uma doença de pele por causa das condições precárias. "Mas não tem jeito. Aqui não tem lugar limpo para as crianças brincarem. As pessoas não têm como cavar fossas e a sujeira acaba ficando o meio da rua", conta. (PO)
CB, 22/10/2008, Brasil, p. 12
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