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CPI do Sivam não acha irregularidades

Estado de S. Paulo-São Paulo-SP
Autor: João Domingos
25 de Jul de 2002

A CPI da Câmara que investigou o processo de licitação para a compra de equipamentos para o Sistema Vigilância da Amazônia (Sivam) não encontrou irregularidades na concorrência de US$ 1,4 bilhão (cerca de R$ 3,7 bilhões no câmbio atual), feita em 1994. A CPI foi aberta a pedido do PT. No relatório, o deputado Confúcio Moura (PMDB-RO) inocentou todos os acusados de envolvimento em irregularidades.

Entre eles, o embaixador Júlio Cesar Gomes dos Santos, que no início do governo de Fernando Henrique Cardoso era secretário particular do presidente. O embaixador foi acusado pelo Ministério Público de crimes de advocacia administrativa e corrupção ativa. Para Moura, não houve provas do envolvimento de Júlio Cesar no favorecimento à empresa americana Raytheon, vencedora da concorrência.

Outros nomes que apareceram durante as gravações feitas pela Polícia Federal por determinação do então presidente do Incra e hoje deputado Xico Graziano (PSDB-SP) também foram inocentados. Confúcio Moura alegou a mesma justificativa: falta de provas.

O relatório de Moura foi contestado pelo deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), autor do requerimento de abertura da CPI. No voto em separado, Chinaglia pede que sejam ampliadas as investigações, porque, na sua opinião, a Raytheon tinha contatos anteriores com funcionários da empresa nacional que ficou encarregada de centralizar as informações colhidas pelos equipamentos.

Agora, o relatório e o voto de Chinaglia serão encaminhados ao Ministério Público, à Presidência da República e às presidências do Senado e da Câmara.

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