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CPI da Biopirataria ouvirá professores e cientistas

Agência Câmara-Brasília-DF
21 de Nov de 2004

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a biopirataria no País realiza, nesta semana, duas audiências públicas.
Amanhã, os parlamentares vão ouvir o diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi, Peter Mann de Toledo; a coordenadora do Núcleo de Propriedade Intelectual do Centro de Ensino Superior do Pará (Cesupa), Eliane Moreira; e o presidente do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq), Erney Felício Plessmann de Camargo.
Após o debate, os deputados devem votar os requerimentos em pauta que solicitam a realização de novas audiências públicas para discutir o assunto.

Inpa e Funai
Na quarta-feira (24), a Comissão recebe o diretor e um pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), respectivamente, José Antônio Alves Gomes e Adalberto Luís Val; e o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Mércio Pereira Gomes.
Essa audiência será no plenário 12, a partir das 14 horas.

Artesanato de fachada
No último dia 10, ao participar de audiência na CPI, o delegado-chefe da Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente da Polícia Federal, Jorge Barbosa Pontes, denunciou que o comércio de artesanato indígena serve como fachada para o tráfico de animais silvestres.
Pontes disse ainda que os ÍNDIOS agem em parceria com funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai).
Segundo a Polícia Federal, o tráfico mundial de plantas e animais movimenta por ano, em todo o mundo, cerca de R$ 90 bilhões de reais, sendo que o Brasil responde por 30% desse mercado.

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