OESP, Classificados, p.Co 1
22 de Abr de 2004
Cosméticos da Amazônia conquistam o mundo
Produtos com guaraná, cupuaçu e copaíba fazem sucesso no exterior e abrem portas para exportações
RAFAEL RIBELLA
Xampus, condicionadores, tinturas para cabelo e cosméticos feitos com frutas da amazônia e plantas tipicamente brasileiras começam a ganhar espaço no concorrido mercado internacional, proporcionando bons negócios para fabricantes nacionais. Misturando cupuaçu, guaraná, copaíba e buriti, as empresas de cosméticos conquistam clientes na Europa, Ásia e Estados Unidos, oferecendo produtos genuinamente brasileiros e abrindo portas para o crescimento das exportações nesse setor.
A Farmaervas decidiu explorar o potencial de exportação dos cosméticos feitos com ervas e frutas brasileiras e hoje vende seus produtos para Portugal, França, Alemanha, Japão e África do Sul. "Atualmente, 5% da nossa produção é destinada para exportação, mas queremos ampliar essa porcentagem para 15% no prazo de dois anos", afirma o diretor comercial da Farmaervas, Walmir Paulino.
A empresa fabrica uma média de 550 mil frascos de xampus por mês, além de produtos para tratamentos de pele, maquiagem e itens especiais para o público infantil. Para o mercado externo, são enviados xampus da Linha Verde e da Linha Amazônia, que utilizam castanha do Pará, pequi, copaíba, andiroba, jaborandi e plantas típicas da flora nacional.
Durante a última Cosmoprof, maior feira de cosméticos do mundo, realizada de 1."a 5 de abril, em Bologna, na Itália, os produtos com ervas e frutas brasileiras em sua composição conquistaram a atenção dos compradores internacionais. "Fizemos bons contatos com empresas da Arábia e do Canadá, interessadas nesse segmento de produtos", conta o diretor da Farmaervas.
A Surya Henna, fabricante brasileira de cosméticos, também mostrou sua linha de coloração para cabelo produzida a partir de frutas brasileiras e ervas indianas durante a Cosmoprof. Segundo a diretora da empresa, Clélia Angelon , os produtos despertaram o interesse de compradores da Coréia, Holanda, Inglaterra, Canadá e Eslovênia, entre outros mercados.
A empresa já exporta para o Chile, Japão, Estados Unidos e alguns países da União Européia. De acordo com Clélia, as vendas para o mercado externo representam 20% do faturamento da Surya Henna e a meta é dobrar as exportações neste ano.
O segmento também começa a atrair pequenos empresários. A Bhotânica, com apenas um ano de funcionamento, planeja iniciar as exportações de seus produtos à base de frutas brasileiras ainda neste ano. "Participamos da Cosmoprof e fizemos bons contatos com compradores da Arábia Saudita e países do Oriente Médio, além de Estados Unidos e Canadá", conta a diretora da empresa, Tina Alvarenga. A meta, revela a empresária, é direcionar metade da produção da fábrica para o mercado externo.
Feira vai mostrar novas tecnologias
Fabricantes de cosméticos poderão conhecer as principais novidades do setor durante a 9.a Exposição Internacional de Tecnologias para as Indústrias de Cosmética - HBA Cut América, que será realizada de 11 a 13 de maio, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. O destaque ficará por conta dos ingredientes para produtos cosméticos, com substâncias que ajudam a retardar o processo de envelhecimento da pele e combater a celulite, misturando matérias-primas naturais e industrializadas.
O evento vai reunir 450 expositores dos segmentos de insumos, embalagens, máquinas e equipamentos, logística e engenharia de processos. A expectativa dos organizadores é de que 17 profissionais das áreas de marketing, pesquisa e desenvolvimento, suprimentos e produção visitem a feira.
De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o País conta com 1.123 empresas atuando nesse mercado. Levantamentos realizados pela entidade mostram que o setor apresentou um crescimento médio de 6,5% nos últimos cinco anos e hoje movimenta R$ 11 bilhões em negócios.
HBA South America: (0--11) 3873-0081
OESP, 22/04/2004, p. Co 1
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.