CB, Economia, p. 11
09 de Mar de 2005
Corumbá contesta multa do Ibama
A empresa Corumbá Concessões S.A, proprietária da usina hidrelétrica de Corumbá IV, que está ,sendo construída em Goiás, vai entrar com recurso administrativo no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para contestar a multa de R$ 3,5 milhões recebidas na semana passada.
O instituto apontou irregularidades no resgate da fauna da região e no desmatamento da vegetação da área que será coberta pelo lago. A empresa garante que as determinações ambientais estão sendo cumpridas, ainda que com algum atraso no caso dos animais. Técnicos do Ibama farão hoje nova vistoria nas instalações da usina.
O laudo do Ibama mostrou que a Corumbá Concessões, na ,qual a Companhia Energética de Brasília (CEB) tem 45% de participação acionária, não estava cortando, a tempo, a vegetação de toda a área que ficará submersa. Com isso, segundo o instituto, a qualidade da água do reservatório poderá ser comprometida no futuro (o lago servirá para abastecer de água todo o Distrito Federal), uma vez que as árvores, que ficarão submersas, apodrecerão.
O gerente de meio ambiente da empresa, Helton Garcia Fernandes, informou que o desmatamento está sendo feito a tempo.
"O corte está sendo executado. Nem sempre dá tempo de retirar as toras antes de a água subir, mas depois a gente as pega na represa, boiando", explicou. O diretor administrativo de Corumbá Concessões, Marco Antonio Vieira, disse que 40 tratores e 300 motosserras são usados por 450 moradores da região para retirar a madeira da área do lago. "Quase toda a madeira já está vendida, e o dinheiro fica com eles", contou.
Fauna
O Ibama multou a Corumbá Concessões por não ter retirado a fauna dos locais alagados e Corumbá contesta multa do Ibama por não ter construído uma infra-estrutura permanente de apoio ao resgate dos animais, principalmente os de médio porte. Fernandes disse que até hoje já foram resgatados 2 mil indivíduos, a maioria de anfíbios.
No total, espera-se resgatar cerca de 15 mil animais. O Correio esteve ontem no canteiro de obras da usina e constatou que foram construídas instalações para o recolhimento e tratamento dos animais.
"Fizemos tudo do jeito que o Ibama pediu", disse Vieira. Ele lembrou que o órgão ambiental pediu que as paredes internas fossem azulejadas, que houvesse ar-condicionado em um dos ambientes e que telas de arame de entrelaçamento pequeno fossem instaladas. Os técnicos do Ibama visitarão hoje o local.
CB, 09/03/2005, Economia, p. 11
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