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Correio Aereo Nacional volta a ativa na Amazonia

O Globo, O País, p. 10
07 de Abr de 2004

Correio Aéreo Nacional volta à ativa na Amazônia

Extinto nos anos 90, o Correio Aéreo Nacional (CAN) foi reativado ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Manoel Urbano, a segunda cidade que visitou no Acre. Lula criticou os responsáveis pela extinção do serviço que, segundo ele, governavam como estrangeiros em sua terra. O relançamento do CAN beneficiará cerca de cem mil pessoas com atendimento médico, remédios e transporte de doentes nos aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Para Lula, é um símbolo do projeto de desenvolvimento de seu governo.

A nova rota do Correio Aéreo Nacional na Amazônia vai beneficiar moradores de município de difícil acesso do Acre, como Manoel Urbano, Feijó, Tauruacá, Marechal Thaumaturgo e Cruzeiro do Sul,. O serviço será feito por aviões C-98 Caravan, da FAB.

Joãosinho Trinta inspira promessa do presidente

Além do relançamento do Correio Aéreo Nacional, Lula cumpriu uma agenda repleta de inaugurações de obras e projetos sociais, sempre ao lado do governador Jorge Viana (PT), candidato à reeleição. Na inauguração do Hospital do Idoso, em Rio Branco, o presidente prometeu enviar "dez ambulâncias chiques" para os acreanos e lembrou uma declaração do carnavalesco Joãosinho Trinta.

- Vamos na Mercedes Benz buscar. São ambulâncias chiques e com muito equipamento. Aprendi com o Joãosinho Trinta: quem gosta de miséria é intelectual. O povo gosta é de coisa boa, de ser bem tratado. Então, vou na Mercedes Benz, no dia 26, com o Humberto Costa (ministro da Saúde), receber as primeiras 380 ambulâncias - prometeu o presidente.

Rotas para o interior
Abrir rotas para o interior, integrar o território e dar assistência a comunidades isoladas eram os objetivos do Correio Aéreo Nacional (CAN), criado em 12 de junho de 1931 sob o comando do então major Eduardo Gomes, que só deixou a direção das Rotas Aéreas em 1945, para concorrer à Presidência da República.
Além das linhas que iam do Oiapoque (AP) a Santa Vitória do Palmar (RS) e de Recife a Cruzeiro do Sul (AC), o CAN alcançou outros países. Dos vôos no monomotor Curtiss aos Hércules 130, quando o CAN passou a integrar o Comando do Transporte Aéreo e ter mais responsabilidades, até os brasileiros Bandeirantes, foram seis décadas de história. O serviço foi desativado do no início-dos-anos 90.

O Globo, 07/04/2004, O País, p. 10

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