A Crítica - Manaus - AM
20 de Abr de 2001
Presidente da Cooperíndio reclama do abandono dos povos indígenas no alto Rio Negro
Indignação foi o sentimento demonstrado ontem aos deputados que integram a Comissão Especial da Redivisão do Estado do Amazonas, em seus primeiros contatos com as lideranças de São Gabriel da Cachoeira (a 528 quilômetros de Manaus), região do Alto Rio Negro. O presidente da Cooperativa Indígena (Cooperíndio), Jorge Ferreira dos Santos, demonstrou toda sua revolta com a apreensão dos minerais tantalita e outros minérios, feita recentemente pela Polícia Federal. Na primeira reunião de trabalho da Comissão, presidida pelo deputado Sinésio Campos (PT), o presidente da Cooperíndio reagiu às acusações de contrabando e exploração dos índios feitas pelas autoridades. Durante quase uma hora, a liderança indígena desfilou um rosário de queixas pela forma como a cooperativa, foi tratada no episódio da apreensão da carga de minério. Explicou que a Cooperíndio tomou a iniciativa de organizar a atividade de extração mineral diante da ausência dos órgãos federais em regulamentar a atividade. Nenhuma autoridade até agora conseguiu, por mais interesse que tivesse, organizar esse trabalho e nós resolvemos tomar à frente. É por isso que estamos levando essas cacetadas, inclusive dos nossos próprios companheiros de São Gabriel da Cachoeira, afirma Jorge Ferreira. Segundo o líder indígena, as populações do Município de São Gabriel da Cachoeira estão abandonadas, obrigando-as a deslocarem para a sede da cidade, às margens do Rio Negro.
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