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Consumo de energia no Brasil cresce 8,3% em 2010 e bate recorde histórico

O Globo, Economia, p. 27
06 de Jan de 2011

Consumo de energia no Brasil cresce 8,3% em 2010 e bate recorde histórico
Alta supera expansão do PIB. No Sudeste/Centro-Oeste, avanço foi de 8,9%

O consumo de energia elétrica em 2010 registrou recorde histórico de crescimento. A carga de energia medida pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) no Brasil no ano passado foi 8,3% maior que a de 2009, atingindo 56.577 megawatts médios (MWm) e superando até mesmo a previsão do mercado de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) para o período, de 7,6%.
De acordo com os dados divulgados ontem pelo ONS, o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que tem um peso de cerca de 60% no Sistema Interligado Nacional (SIN), foi o principal motivo da alta, tendo registrado carga de mais de 35 mil megawatts médios no ano, uma alta de 8,9% em relação ao ano anterior.
"Além dos efeitos da retomada da economia, o desempenho da carga de energia foi muito impactado pelas altas temperaturas, acima da média histórica, ocorridas durante os primeiros meses do ano", avaliou o ONS em nota.
Com retomada, indústrias consomem 11% mais
O subsistema Sul ficou em segundo lugar, com 9.352 megawatts médios, alta de 6,5%, seguido pelo Nordeste, com 8.325 MWm, avanço de 8,5% ante 2009 e do subsistema Norte, cuja carga foi de 3.891 MWm, alta de 7,1% frente ao ano anterior.
Ainda segundo o ONS, o aumento do consumo no ano passado foi impulsionado pela retomada da economia, que até o primeiro semestre de 2009 sentiu os efeitos da crise internacional.
Dados da Empresa de Pesquisa Energética citados pelo ONS indicam que durante o período de janeiro a novembro, observou-se que o consumo de energia elétrica voltada para uso residencial e comercial teve crescimento de 6,5% e 6,2%, respectivamente. Já o consumo industrial cresceu 11%.
Em dezembro o país registrou carga de 58.076 MWm, alta de 6,3% contra mesmo mês do ano anterior e de 1% em comparação a novembro, enquanto o subsistema Sudeste/Centro-Oeste teve carga 8% maior, com 36.239 MWm.

O Globo, 06/01/2011, Economia, p. 27

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