VOLTAR

Conselho discute ações para educação indígena

Jornal Pequeno
25 de Abr de 2007

O plano de ação a ser implementado pelo Conselho de Educação Escolar Indigenista (Ceei-MA) para este ano foi debatido pelos membros da entidade durante a realização da primeira reunião ordinária, realizada ontem, no Centro de Cidadania da Secretaria de Educação (Seduc). O encontro contou com a presença do presidente do Ceei do Tocantins, Edite Smikidi, e da coordenadora de Educação da Fundação Nacional do Índio, em Brasília, Maria Helena Sousa Fialho.

A reunião teve como objetivo discutir o plano de ação e o cronograma das atividades a serem desenvolvidas pelo conselho, entre as quais a capacitação dos 42 conselheiros. A capacitação terá inicio esta semana, quando serão trabalhados os direitos dos índios previstos na legislação e as metas do governo para a educação indígena no Maranhão.

Conforme a superintendente de Modalidades e Diversidades Educacionais, Floriza Gomide Sales Rosa, o relato de experiências vividas por conselheiros indígenas de outros estados é importante para a elaboração do plano de ação do Ceei-MA.

Experiências - A presidente do conselho de Tocantins, Edite Smikidi, que pertence à etnia indígena Xerente, disse que o conselho tocantino promoveu, além de melhorias na educação do índio, também uma interação maior entres as sete etnias existentes. Explicou que a aproximação entre os povos aconteceu por meio das reuniões com os caciques, lideranças indígenas, pais, estudantes, professores e diretores de escolas. "Todos participam apresentando sugestões e desse encontro surge a pauta da reunião do conselho", frisou.

Membro do conselho de Mato Grosso, Maria Helena Fialho, falou sobre as dificuldades enfrentadas até serem aceitos pelas autoridades. Disse que após dois anos implantado, o conselho ainda não havia realizado nenhuma reunião, porque o governo não contribuía com as passagens para os conselheiros residentes nas aldeias

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.