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Congresso cobra ações do Ibama para a Amazônia

Correio Braziliense-Brasília-DF
Autor: Ullisses Campbell
25 de Mai de 2005

As previsões do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Inpa) de que, em 2045, a Amazônia terá boa parte das árvores maiores mortas, por conta dos efeitos das queimadas, e a floresta será substituída por imensas áreas de deserto, despertou preocupação nas comissões da Amazônia e de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados. Os parlamentares pedirão mais explicações ao Inpa sobre os estudos, além de cobrar ações do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, deputado Luciano Castro (PL-RO), pretende realizar uma audiência pública para debater o estudo, conduzido por cientistas estrangeiros e financiados por entidades norte-americanas. Os resultados foram revelados ontem pelo Correio.

A deputada Maria Helena (PPS-RO), presidente da Comissão da Amazônia, ficou intrigada com a conclusão da pesquisa e cobrou mais rigor do Ibama na fiscalização da Amazônia. Para Maria Helena, é inadmissível que pesquisadores de outros países apontem a devastação da floresta. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) não comentou a pesquisa, alegando que a ministra Marina Silva, titular da pasta, e os técnicos que poderiam falar sobre o tema estavam em Nova York. Ontem, números novos divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, revelam que os focos de incêndios florestais continuam avançando, no mês de maio, na região. Do dia primeiro até às 17h de ontem, foram registrados 7.324 focos de queimadas em toda a Amazônia Legal. No mês de abril, esse número ficou em 4,3 mil e, em março, 2,7 mil focos. Os principais incêndios ocorrem na área de transição entre a Amazônia e o cerrado.

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