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Conflito entre Ibama e índios em Parintins

A Crítica-Manaus-AM
24 de Jun de 2004

Os visitantes que prestigiarão o Festival Folclórico de Parintins deste ano talvez não encontrem a vasta gama de artefatos indígenas vendidos em uma feira tradicional, na praça Eduardo Ribeiro, Centro de Parintins, devido a um impasse entre índios e fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Assim informou o presidente da Associação dos Índios Saterés-Maués (Aisma) e da recém-criada, Federação das Organizações e Lideranças Tradicionais dos Povos Indígenas do baixo amazonas (Akang), Aldamir Sateré. O conflito deve-se a portaria baixada pelo Ibama e transformada em memorando circular pela Fundação Nacional do Índio (Funai) que proíbe a comercialização de quaisquer objetos ou peças de artesanato que contenham partes de animais silvestres, como dentes, penas e peles.

O presidente da Aisma alega que, historicamente, os índios utilizam os recursos da natureza, desde sementes e cipós até peles, penas e dentes de animais. E ainda reivindicou que o Ibama deveria ter desenvolvido uma pesquisa para conhecer o trabalho dos índios e, assim, chegar a acordo com eles.

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