OESP, Metrópole, p. A20
18 de Nov de 2017
Conferência do clima deixa muito para 2018
Para representante brasileiro, a COP 'não atendeu às necessidades do planeta'
Giovana Girardi
ENVIADA ESPECIAL
BONN (ALEMANHA)
Os negociadores da 23.ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas, em Bonn, na Alemanha, chegaram a conclusões que, na prática, reafirmam decisões passadas e jogam para 2018 a resolução de temas que travaram as negociações neste ano, como financiamento.
A plenária final ainda não havia terminado até as 23 horas de ontem, mas havia dois pontos mais fortes. Um deles é a reafirmação dos países desenvolvidos de cumprir suas metas até 2020, uma vitória para os países em desenvolvimento. O outro é a decisão de que em 2018 ocorra o Diálogo Talanoa, expressão de Fiji - país que tem a presidência da COP - para mais debates, visando à conciliação.
Esta conferência também tinha o desafio de manter o espírito de cooperação em relação ao Acordo de Paris, de 2015, primeiro marco jurídico universal de luta contra o aquecimento global. Isso por causa da saída anunciada dos Estados Unidos, do presidente Donald Trump, negacionista declarado do aquecimento global.
Mas o país ficou isolado. A delegação americana oficial fez evento para promover o que chamam de "carvão limpo", em uma COP em que se defende o fim dos combustíveis fósseis. Centenas de pessoas compareceram, mas só para protestar. Três dias depois, uma aliança foi forjada com 20 países, liderados por Canadá e Reino Unido, de intenções para iniciar o fim do uso do carvão - em mais um sinal de isolamento dos EUA.
Futuro. O cumprimento e o aumento de ambição dos compromissos pré-2020 viraram a principal celeuma dos primeiros dias da COP. Isso porque o Acordo de Paris só será válido a partir de 2020. Até lá, países desenvolvidos têm metas de reduzir emissões a cumprir ainda do Protocolo de Kyoto, regime climático anterior. Havia desconfiança de que esses compromissos não seriam seguidos, mas isso foi resolvido. "O que precisamos agora é mais ambição em cortes de emissões e finanças. E isso esteve fora da mesa", disse Carlos Rittl, do Observatório do Clima no Brasil.
A REPÓRTER VIAJOU COMO BOLSISTA DO FELLOWSHIP CLIMATE CHANGE MEDIA PARTNERSHIP
OESP, 18/11/2017, Metrópole, p. A20
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