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Autor: Raisa Carvalho
19 de Mai de 2026
Comunidades indígenas de Roraima participaram recentemente de ações que unem preservação ambiental, geração de renda e valorização cultural por meio da observação da biodiversidade. A proposta faz parte do Programa Caminhos da Biodiversidade, desenvolvido pelo Ibama, para incentivar práticas sustentáveis em territórios indígenas e combater atividades como o tráfico de animais silvestres.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, as ações recentes ocorreram em comunidades localizadas nas terras indígenas Raposa Serra do Sol e Livramento, com atividades voltadas à educação ambiental e ao fortalecimento do turismo de base comunitária. A iniciativa busca estimular um modelo de visitação centrado na contemplação da fauna e da flora, especialmente da observação de aves e animais silvestres, aliado aos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas.
Na comunidade Uiramutã, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, o debate girou em torno do potencial do turismo sustentável como alternativa econômica para as comunidades locais. A proposta envolve atrair visitantes interessados em vivências culturais, culinária tradicional, danças, saberes ancestrais e contato com a natureza preservada.
Já na comunidade Barata, na Terra Indígena Livramento, as discussões ocorreram durante o Encontro de Mulheres Indígenas de Roraima, reunindo lideranças de diferentes etnias, como Macuxi, Wapichana, Taurepang, Ingaricó e Yanomami, além de representantes indígenas da Venezuela. Entre os temas abordados estiveram a preservação ambiental, o combate ao desmatamento ilegal e a proteção dos territórios tradicionais.
De acordo com o Ibama, o Programa Caminhos da Biodiversidade trabalha com o conceito de bioeconomia comunitária, em que a própria comunidade organiza e conduz as atividades turísticas de forma sustentável, respeitando regras ambientais e culturais. A ideia é que os moradores tenham autonomia na gestão da visitação, gerando renda local sem comprometer a floresta e os modos de vida tradicionais.
Além do aspecto econômico, a iniciativa também aposta na educação ambiental como ferramenta de conscientização. O órgão ambiental destaca que atividades ligadas à observação da biodiversidade ajudam a fortalecer a preservação da fauna silvestre e funcionam como alternativa ao comércio ilegal de animais.
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