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Comunidade Maloca (SE) é reconhecida como remanescente de quilombos
HOME PAGE INCRA, 28.05.2007

Clipping da 6ªCCR do MPF
28 de Mai de 2007

Comunidade Maloca (SE) é reconhecida como remanescente de quilombos
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Em solenidade realizada no último sábado (26), a comunidade de Maloca,
localizada em Aracaju (SE), recebeu oficialmente a certidão de
auto-reconhecimento como remanescente de quilombos. A entrega do
documento, emitido pela Fundação Cultural Palmares, foi realizada
pelo superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária (Incra) em Sergipe, Carlos Antonio de Siqueira
Fontenele, e confirmou Maloca como a primeira comunidade quilombola
urbana do estado. O evento, que contou com a participação da
secretária de Estado de Inclusão e Desenvolvimento Social, Ana Lúcia
Vieira de Menezes, além de outras autoridades municipais e estaduais,
marcou também a abertura dos tradicionais festejos de São João
realizados pela comunidade. Com longa tradição em ações de preservação
e valorização da cultura negra, Maloca teve seu pedido de
reconhecimento encaminhado ao final de 2006, por iniciativa de uma
Organização Não-governamental (ONG) criada pela própria comunidade,
batizada de Criliber – Criança e Liberdade. Com o reconhecimento,
publicado no Diário Oficial da União em fevereiro deste ano, Maloca
tornou-se a décima quinta comunidade remanescente de quilombos
reconhecida em Sergipe, sendo também incluída nas ações previstas pelo
Programa Brasil Quilombola, implementado pelo Governo Federal.

Estudo antropológico

Ao final do mês de abril, os trabalhos do programa foram iniciados na
comunidade pelo Incra, com o cadastramento de 69 famílias. A próxima
etapa do cronograma de trabalho da autarquia para a comunidade prevê a
realização de um amplo estudo antropológico, que irá auxiliar na
definição do território a ser ocupado pelas famílias de Maloca. O
Programa Brasil Quilombola é desenvolvido através de parceria entre
ministérios e autarquias federais e estabelece a implantação de um
conjunto de políticas públicas voltadas à promoção do desenvolvimento
socioeconômico e à preservação da identidade cultural de comunidades
remanescentes dos antigos quilombos.

Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.

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