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Comunidade indígena é referência na produção de pimenta em Roraima

G1 https://g1.globo.com/
Autor: Angeliana Louveira
13 de jun de 2018

produção de pimentas é considerada uma das principais fontes de renda entre os moradores da comunidade indígena do Guariba,no município do Amajari, ao Norte de Roraima. Por semana, são colhidos mais de 50 quilos da iguaria, segundo informou a Organização de Mulheres Indígenas de Roraima (Omirr).

De acordo com a coordenadora da Omirr, Norma Tavares, o cultivo do condimento começou há dois anos, com o intuito de aumentar a renda da comunidade, o que foi possível graças a parcerias com instituições que ofereceram cursos de capacitação para mulheres indígenas.

"A ideia veio mesmo por conta da falta de recursos financeiros dentro das comunidades", afirmou.

A variedade na região conta com mais de dez espécies como malagueta, murupi, dedo de moça entre outras. Norma garante que, de todas elas, a jiquitaia é uma das mais lucrativas. Cada garrafinha com 70 gramas custa R$ 10.

Todo dinheiro arrecadado com a comercialização da pimenta é investido em vários projetos desenvolvidos dentro da comunidade do Guariba. A maioria deles é relacionado à produção agrícola.

O cultivo de aves, peixes e mandioca são alguns deles, além do artesanato e confecção de sandálias.

As pimentas são cultivadas em uma área com menos de um hectare e abastecem todo o estado. O processo de produção ocorre de forma artesanal pelas índias da comunidade, conforme explica a tuxaua da comunidade, Marilza Alves.

"É 100% natural. Quando vamos vender, ela é primeiro colocada no forno pra secar, depois moída e por último engarrafada", explicou.

Apesar de pequena, a produção já recebeu o selo geográfico do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que indica as características locais do produto e garante a qualidade do produto no mercado. Por conta disso a comunidade já faz planos para expandir a área do plantio.

De acordo com o superintende federal do Mapa, Plácido Alves, o selo também garante um posicionamento diferenciado no comércio.

"A gente sabe que um produto com selo de indicação dá notoriedade ao estado e que a comunidade trabalha de foram compromissada", comentou.

https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/comunidade-indigena-e-referenci…

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