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Comunidade da Ilha colhe 40 toneladas de melancia

Agência Roraimense de Notícias - http://www.portal.rr.gov.br/
Autor: Elias Dolvim
17 de abr de 2011

Cinco produtores indígenas da Comunidade da Ilha, na região do Passarão, zona rural de Boa Vista, começaram a colher, no último sábado (16), cerca de 40 toneladas de melancia. Toda a produção abastecerá hospitais, creches e escolas da rede estadual de ensino, através do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), numa parceria dos governos federal e estadual.

O plantio foi financiado pelo Banco da Amazônia através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os produtores utilizam o sistema de gotejamento para irrigação das 9.500 covas plantadas. A tecnologia evita o desperdício da água e torna mais eficiente o controle da lavoura.

Ao final da colheita, os indígenas irão plantar milho que, além de diversificar a cultura, evitará que pragas se instalem na região. O próximo plantio de melancia acontecerá em agosto, após o período das chuvas, segundo informou o secretário-adjunto da Secretaria do Índio (SEI), Ozélio Messias. Esta é a segunda colheita. O projeto teve início no ano passado e até o final de 2011 o empréstimo de R$ 25 mil deverá ser quitado junto ao Banco da Amazônia.

A Comunidade da Ilha é a primeira, das 78 áreas de cultivo da melancia no Estado, a utilizar o sistema de irrigação por gotejamento, segundo Ozélio. O projeto tem o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), SEI e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

José de Anchieta, governador de Roraima, participou da colheita e disse que a vocação do estado está na agricultura. Ele garantiu que não faltará calcário para os projetos de agricultura nas áreas indígenas. "Nossos técnicos vão avaliar as necessidades e vocês terão o calcário que for necessário. Vamos também recuperar a estrada que vai de Campo Alegre até a balsa, para facilitar o escoamento da produção de vocês", garantiu Anchieta.

O gerente-geral do Banco da Amazônia, Roberto Araújo, disse que o financiamento de áreas indígenas tem sido um sucesso. "O resultado desta parceria é o que estamos vendo hoje, aqui. Acreditamos na agricultura e esta comunidade está dando um exemplo de empreendedorismo", disse Araújo.

A expectativa do governo estadual é passar de oito para 50 o número de comunidades indígenas produtoras até o final do ano. O secretário da SEI, Hipérion de Oliveira, afirmou que investir em tecnologia e revolucionar a agricultura indígena não é um processo fácil. "Somos os maiores produtores de gado do Estado, com 70 mil cabeças, temos terra e todas as comunidades querendo trabalhar. Precisamos é que os bancos e entidades acreditem mais no potencial dos índios", disse.

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