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24 de Set de 2016
Comissão Pró-Índio (CPI) do Acre é invadida e assaltada por cerca de nove homens encapuzados e armados com facas e escopetas, na madrugada de sábado, 24. Localizada na Estrada Transacreana, no KM 7, está é a quarta vez que a Organização Não Governamental (ONG) é roubada desde o início de julho. O prejuízo acumulado é de aproximadamente R$ 50 mil, de acordo com Gleyson de Araújo Teixeira, coordenador executivo da CPI.
Os homens estacionaram veículos em um ramal nas proximidades do local para não serem vistos chegando, e caminharam até o prédio, onde agrediram e amarraram o vigilante. Depois, arrombaram o escritório, levaram computadores, impressoras, maquinas fotográficas e outros equipamentos que encontraram.
O boletim de ocorrência foi feito e homens da Polícia Civil foram até o local fazer a perícia. No entanto, Gleyson conta que das outras três vezes o mesmo procedimento foi realizado, mas nada foi recuperado e nenhum assaltante foi apresentado. Das outras vezes, os bens foram furtados, não havia ninguém na Comissão Pró-Índio.
O coordenador teme que novos casos voltem a ocorrer, pois um casal de idosos reside no local como caseiros e também porque, em algumas atividades da CPI, indígenas se abrigam na localidade. Por isso, Gleyson pede empenho da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SESP) para solucionar e prestar mais segurança para a região. "Essa ação tem se tornado rotineira e cada vez mais violenta. A sensação de insegurança é muito grande na região, até mesmo por vizinhos, que também já foram roubados", relata.
Os trabalhos da ONG dependem de projetos, explica o coordenador. Os membros da direção da CPI devem discutir medidas para comprar novos equipamentos para a instituição, no decorrer da semana. "Esperamos contar com parceiros e apoiadores através de projetos, mas esse prejuízo não será sanado a curto prazo. Vamos fazer esforços entre membros da Comissão e amigos para tentar contornar essa situação", finaliza o coordenador executivo.
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