OESP, Metrópole, p. C4
19 de Set de 2006
Começa obra de 4 anos no Trecho Sul do Rodoanel
Construção de anel rodoviário será iniciada hoje no km 26 da Via Anchieta, mas terá outras sete frentes de trabalho nos próximos meses
Bruno Tavares
Após seis anos de atraso, começa hoje a construção do Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, que ligará Taboão da Serra a Mauá. Às 10 horas, o governador Cláudio Lembo (PFL) e o secretário dos Transportes, Dário Rais Lopes, inauguram o primeiro canteiro de obras, no km 26 da Via Anchieta, região de São Bernardo do Campo.
A previsão é de que as obras levem quatro anos para serem concluídas. O Trecho Sul terá 57 quilômetros e vai custar R$ 2,58 bilhões. Sem contar os recursos para desapropriações e compensações ambientais, estimados em R$ 3,5 bilhões.
O trecho terá início no trevo da Rodovia Régis Bittencourt e cortará seis municípios: Embu, Itapecerica da Serra, São Paulo, São Bernardo, Santo André e Ribeirão Pires. A estimativa da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa) é de que a obra reduza o tráfego de caminhões nas Marginais e na Avenida dos Bandeirantes.
Nos próximos meses, o governo abrirá outras frentes de trabalho - no Trecho Oeste, com a Rodovia Régis Bittencourt; nas Estradas de Itapecerica e Parelheiros; nas pontes das Represas Guarapiranga e Billings; no trevo da Rodovia dos Imigrantes; e na ligação com a Avenida João XXIII, em Mauá.
Embora a Dersa ainda esteja em disputa judicial com alguns proprietários de imóveis - sobretudo nas áreas de mananciais -, novos atrasos estão descartados. 'O departamento jurídico já está cuidando disso', afirma José Francisco Bruno, gerente de Gestão Ambiental da Dersa. Segundo ele, se não houver acordo, a empresa entrará na Justiça pedindo posse provisória dos terrenos.
Os moradores do Jardim Areião, em São Bernardo, serão os primeiros afetados pela construção. Pelo projeto, dois quarteirões serão desocupados, e novas desapropriações podem ocorrer.
Além deles, quem vive em outros quatro bairros na periferia de São Bernardo também terá de lidar com outro empecilho. Para não gastar com condução, muitos caminham pelas trilhas que margeiam a rodovia. 'Agora vai complicar. O canteiro fica no meio do caminho', queixa-se Luzia Chaves Figueiredo.
O que mais retardou o início das obras do Trecho Sul foi a questão ambiental. Durante cinco anos, técnicos elaboraram um estudo para medir o impacto ambiental, que acabou barrado pelo Ministério Público Federal. Só no fim do ano passado chegou-se a um acordo.
OESP, 19/09/2006, Metrópole, p. C4
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