GM, Agronegocio, p. A1, B12
01 de Jul de 2005
Combate à pirataria dos transgênicos tem tecnologia
Nashville, Tennessee (EUA), 1 de Julho de 2005 - Cientistas americanos estão desenvolvendo uma nova tecnologia que vai garantir não apenas a segurança de alguns tipos de lavouras transgênicas, mas também evitará a pirataria de sementes. Por meio dela, o gene da transgenia é acionado somente quando é tratado com um tipo de agroquímico. Sem o agroquímico, o gene mantém-se "desligado" e a planta se comporta como se fosse convencional.
A Monsanto, empresa de biotecnologia, cuja soja transgênica tem sido largamente pirateada no Brasil e na Argentina, informa, porém, que não pretende evitar o uso ilegal de sua tecnologia desta forma.
Combate à pirataria dos transgênicos...
Nashville, Tenessee (EUA), 1 de Julho de 2005 - "Há outras maneiras de combater a pirataria na agricultura. Só utilizaríamos a técnica em situações extremas, e esse não é o caso", diz Eric Sachs, diretor global de assuntos científicos da Monsanto. A tecnologia não tem nada a ver com as sementes "terminator" desenvolvidas pelo governo americano.
Enquanto as sementes terminator não podem ser salvas, por serem estéreis, as com a nova tecnologia podem ser reproduzidas, mas perdem as características da transgenia. "O objetivo é garantir que transgênicos voltados à produção de medicamentos sejam cultivados com controle", diz Roger Beachy, presidente do Centro Donald Danforth para Pesquisa em Agricultura, em Illinois.
Beachy explica que, caso uma semente de soja com vacina contra a gripe seja vendida por engano para um agricultor, a planta crescerá sem as caracteristicas transgênicas, uma vez que o agricultor não terá aplicado o agroquímico que ativa a transgenia para a vacina.
"Mesmo que um agricultor pirateasse uma semente, ele não poderia ativar o gene da transgenia porque a venda do agroquímico seria feita de forma controlada", explica.
Um milho resistente à seca poderia se comportar como uma variedade convencional em tempos de clima normal. Mas caso o clima ficasse seco, a aplicação de um determinado agroquímico desaceleraria o desenvolvimento da planta, tornando-a mais apta a enfrentar a escassez de umidade. A tecnologia, que vem sendo pesquisada há cerca de três anos, poderá ser lançada comercialmente dentro de sete a dez anos, acreditam os cientistas.
GM, 01-03/07/2005, Agronegocio, p. A1, B12
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