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Comando da PM em Rondônia suspende apoio a ICMbio e IBAMA em operações contra o desmatamento ilegal

Tudo Rondonia - https://tudorondonia.com/
Autor: Por Luciana Oliveira
16 de jun de 2020

Rondônia aparece no mapeamento do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) com 1.257 km², o equivalente a 12,41% de participação na destruição do maior bioma do Brasil

A decisão foi tomada com a aproximação do período de queimadas que tudo indica, será pior este ano. O estado é um dos quatro que concentraram 84,5% da floresta derrubada na Amazônia entre agosto de 2018 e julho de 2019.

Neste período, 10.129 km² foram desmatados segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Rondônia aparece no mapeamento do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) com 1.257 km², o equivalente a 12,41% de participação na destruição do maior bioma do Brasil.

O ofício do Comandante Geral da PM/RO, Coronel Alexandre Luís de Freitas Almeida, representa quebra de colaboração pelo meio ambiente em detrimento do Pacto Federativo e foi incluído no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) no último dia 9.

Um dia antes, o vice-presidente da república Hamilton Mourão anunciou em reunião da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (17BIS) em Porto Velho, a Operação Verde Brasil 2 que estabelece ações preventivas e repressivas contra desmatamentos e queimadas na Amazônia Legal.

O comunicado foi destinado à Superintendência do Ibama, ao chefe da Base Avançada do ICMbio em Porto Velho, à Procuradoria da República em Rondônia e à Superintendência Regional da Polícia Federal .

O comandante informou que não vai cumprir, porque não concorda, o que obriga a INSTRUÇÃO NORMATIVA ICMBIO No 19, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2014 e cita como "desnecessária" a destruição de instrumentos, equipamentos, embarcações ou veículos de qualquer natureza apreendidos durante constatação de prática de infração administrativa ambiental.

Ele alega que relatórios de inteligência teriam demonstrado risco às guarnições policiais por causa da revolta da população com a incineração de bens dos criminosos.

O cumprimento da instrução amparada por vários dispositivos legais, segundo o comandante que tomou posse no último dia 3 de junho "pode denegrir a imagem do governo do estado".

O comandante se esquiva do dever de proteger os agentes dos órgãos de defesa do meio ambiente. A motivação não pode ser outra, senão pelo enfraquecimento da fiscalização dos crimes por pressão dos contumazes devastadores.

"Está suspenso temporariamente o apoio policial militar às ações e operações do IBAMA e ICMBio", escreveu taxativamente o comandante.

De imediato ficam prejudicadas as ações permanentes em Unidades de Conservação como a Flona do Jamari e Flona do Bom Futuro.

A suspensão de apoio às ações do IBAMA e ICMBio só beneficia os criminosos que se sentem empoderados com os discursos e ações do presidente Jair Bolsonaro.

É uma decisão que conforme sugerido pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, aproveita a atenção da imprensa com pandemia para afrouxar a proteção e potencializar a destruição das florestas.

No twitter, O Fiscal do Ibama não perdoou e chamou de 'vanguarda do atraso' a decisão do governador bolsonarista.

"O FISCAL do IBAMA@fiscaldoibama

O governador de RONDÔNIA, um milico do PSL eleito no vácuo no miliciano, resolveu que a POLÍCIA MILITAR não ajudará o IBAMA nas fiscalizações enquanto os fiscais APLICAREM A LEI inutilizando os equipamentos usados em crimes ambientais!
É a VANGUARDA DO ATRASO!"

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