O Globo, Economia, p. 20
01 de Dez de 2018
Com Brics, governo Temer assina apoio a Acordo de Paris
Declaração conjunta ocorre dias após críticas de Bolsonaro ao compromisso sobre o clima; Macron condicionou aliança comercial entre UE e Mercosul à adesão do Brasil
JANAÍNA FIGUEIREDO
Correspondente janaina.figueiredo@oglobo.com.br BUENOS AIRES
O governo brasileiro e outros membros do Brics (que inclui Índia, Rússia, África do Sule China) assinaram ontem declaração conjunta se comprometendo coma "plena implementação" do Acordo de Paris. O acordo climáticovisa a limitar o aumento da temperatura globa la, no máximo, 2 graus Celsius em relação à era pré-industrial. Os líderes doBricsestã ore unidos em Buenos Aires para o encontro do G-20, grupo das 20 maiores economias do mundo. A declaração conjunta ocorre um dia depois de o presidente da França, Emmanuel Macron, ter condicionado a celebração de um acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE) ao respeito ao Acordo de Paris. O comentário de Macron foi feito após o pedido do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para que o Brasil não sediasse a Conferência do Clima da ONU em 2019, a COP-25. A declaração conjunta apoiada pelo governo Michel Temer põe mais pressão sobre Bolsonaro, que tem manifestado posições contraditórias sobre a adesão ao acordo. Na quarta-feira, o presidente eleito sinalizou que pode sair do acordo, alegando que ele afetaria a soberania nacional. Na capital argentina, Temer afirmou ter a convicção de que seu sucessor não questionará nem se retirará de compromissos assumidos pelo Brasil em relação ao Acordo de Paris. -Essas questões levantadas (por Bolsonaro) depois serão equacionadas. Acho que essa questão do clima, do Acordo de Paris, será devidamente equacionada. Não vejo nenhuma atitude do novo governo em detrimento do meio ambiente -declarou Temer. Bolsonaro disse ontem que não haverá alinhamento automático e que outros acordos foram nocivos ao país. O presidente americano, Donald Trump, foi o único chefe de Estado que não quis participar do encontro fechado entre os líderes no encontro. Pela manhã, EUA, México e Canadá assinaram acordo comercial entre os três países que substituirá o Nafta (Tratado de Livre Comércio da América do Norte), que estava em vigor desde 1994. O Acordo Estados Unidos-México-Canadá foi concluído em 30 de setembro.
O Globo, 01/12/2018, Economia, p. 20
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