Coiab-Manaus-AM
24 de Jun de 2003
A Coiab recebe hoje, 24 de junho, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), durante solenidade realizada no Palácio do Planalto, com a participação do Presidente Luis Inácio Lula da Silva, troféu de reconhecimento como instituição beneficiada do Programa Senai Solidário. O Programa foi lançado e implementado em 2002, no marco das comemorações dos 60 anos do Senai, como parte das ações sociais da entidade, e que no Amazonas concretizou-se num Programa de capacitação profissionalizante para estudantes indígenas, vinculados ao Movimento dos Estudantes Indígenas do Amazonas (Meiam) e à Coiab.
A Coiab estará representada pelo Coordenador Geral, Jecinaldo Saterê Mawé, e Osman Bastos Ticuna, um dos beneficiários do Programa.
O Programa Senai solidário foi implementado de diferentes maneiras pelos Departamentos Regionais, que adotaram como afiliados determinadas comunidades ou instituições consideradas carentes. No Amazonas, onde a entidade está há mais de 45 anos, a opção foi pelos povos e organizações indígenas articulados na Coiab.
Os coordenadores do Programa entenderam que era muito importante desenvolver esse trabalho junto aos indígenas, ajudando-os a se capacitarem para enfrentar o mercado de trabalho, mas sobretudo, para poderem ajudar as suas comunidades de origem, à Coiab e organizações de base a que pertencem. Resultados nesse sentido já existem. Jovens capacitados pelo Senai já estão trabalhando na Coiab, na Federação das Organizações dos Caciques e Comunidades Indígenas Ticuna (Foccit) e na Fundação Estadual de Política Indigenista do Amazonas (Fepi).
O Gerente de Unidade Operacional do Senai, Delfino Pereira de Souza, explica que desde o início os 30 índios inscritos no Programa abraçaram com muito interesse a proposta, escolhendo as áreas em que poderiam atuar, de uma lista que inclui os seguintes segmentos: construção civil, eletrodomésticos, eletrônica, alimentos, telefonia, mecânica e informática, entre outros. A maioria escolheu a área de informática. Os outros optaram pelas áreas de alimentos, telefonia, mecânica veicular e eletricidade. "Houve concordância de objetivos entre a Coiab e o Senai", assinala a assessora de comunicação do Senai, Irinea Coelho.
O primeiro Convênio entre ambas as entidades foi assinado em 29 de maio de 2002 e venceu em maio do corrente. Mas como a experiência foi considerada um sucesso, a decisão foi prorrogar o Convênio, através de um aditivo, que permitisse dar seqüência aos cursos que ainda não foram concluídos ou que poderiam ser iniciados. Nesta nova fase deverão participar mais de 30 estudantes. Cada curso tem uma duração de entre oito meses e um ano.
Depois da capacitação em cursos profissionalizantes, agora a preocupação do Senai e da Coiab é formar multiplicadores. Para isso os interessados receberão cursos de treinamento, nos quais deverão se apropriar da metodologia de ensino do Senai. A expectativa é que no final saiam capacitados para ministrar cursos nas suas comunidades.
A satisfação é tão grande por parte dos diretores do Senai que, dependendo desse trabalho inicial, já pensam em converter o Programa numa política permanente, que poderá ser até replicado junto a outras comunidades consideradas carentes.
Para Delfino de Souza, a Coiab é fundamental nesse processo. "Porque é ela que vai ficar gerenciando as pessoas que serão multiplicadores. É a Coiab que vai estar gerenciando dentro da comunidade indígena, o que precisa ser feito. O Meiam também tem uma responsabilidade muito grande nesse processo" .
"É assim que o Senai abriu as portas para os indígenas, e o resultado tem sido muito positivo, porque eles mostram muita vontade e ganhas de aprender", conclui Irinea Coelho.
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