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Coiab cria novo órgão para debater sustentabilidade de terras indígenas Cultura

Jornal do Commercio-Manaus-AM
23 de Mar de 2004

A Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira) inaugura hoje o novo departamento etnoambiental, criado para intensificar as discussões e estudos indígenas na Amazônia.

Na intenção de fortalecer e criar novas bases para o movimento indígena na região, a instância foi estabelecida a partir da análise dos desafios e dos problemas enfrentados atualmente pelos povos indígenas.

Segundo as lideranças indigenistas idealizadoras do projeto, o objetivo do departamento é contribuir para o fortalecimento institucional do movimento de organização dos povos indígenas e na gestão etnoambiental das terras de cada nação, potencializando a melhoria da qualidade de vida das comunidades.

A principal meta do novo órgão, é valorizar e proteger o conhecimento tradicional dos povos, desenvolvendo práticas de manejo sustentável dos recursos naturais e de conservação da biodiversidade.

Lideranças indígenas e representantes de comunidades amazônicas estarão participando da cerimônia de inauguração do departamento, que acontece hoje, às 15h, na sede da Coiab, na avenida Ayrão, bairro Presidente Vargas. Telefone 233-0749.

Luta pelos direitos indígenas fortalecida

A criação do departamento etnoambiental conta com a parceria da entidade internacional TNC (The Nature Conservancy do Brasil) com a qual a Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira) assina um convênio que irá garantir o funcionamento do departamento, por meio da contratação de profissionais qualificados e de ações articuladas junto às bases da Coiab. A parceria vai garantir ainda apoio à manutenção do escritório de representação da Coiab em Brasília (DF).

O coordenador da Coiab, Jecinaldo Barbosa Cabral, representante dos povos saterê-maué, estará expondo os objetivos, metas e diretrizes do novo órgão, durante a cerimônia de inauguração.

Uma das metas, segundo Jecinaldo Barbosa, é garantir a continuidade das discussões a respeito dos direitos dos indígenas à terra, à assistência básica de saúde e à educação, que hoje são alguns dos problemas mais graves enfrentados pelos povos indígenas na Amazônia.

"A idéia é fortalecer a representatividade dos povos indígenas na mesa de discussões do Estado", explicou.

Órgão pretende garantir a continuidade das discussões em relação aos direitos e deveres
de povos indígenas

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