O Globo, Razão Social, p. 18
15 de Jun de 2010
Código Florestal é questionado
A ecóloga Daniela Lerda, coordenadora de Projetos Estratégicos do Fundo Brasileiro para Conservação da Biodiversidade (Funbio), concorda com a ideia de que as legislações ambientais hoje devem ser guiadas pelas informações disponíveis sobre a necessidade de manutenção da biodiversidade. Por isso, a pesquisadora está preocupada com a flexibilização de pontos do Código Florestal Brasileiro, que foram apresentadas no texto do relator Aldo Rebelo na semana passada. Segundo ela, o maior risco é deixar com que o olhar produtivo de determinados grupos se sobreponham aos interesses do país e até do mundo no que diz respeito à biodiversidade:
- Além de ser uma questão ambiental essencial, é também econômica. Precisamos entender o valor dos serviços ambientais, porque temos uma riqueza imensa que será cada vez mais valorizada. O Brasil abriga 20% das espécies do planeta e muitas dessas são endêmicas, ou seja, só ocorrem em determinada região. Se fecharmos os olhos para isso, corremos sérios riscos no futuro.
Ainda de acordo com Daniela, a autonomia dada aos estados para gerirem o código também é preocupante, pois a preservação precisa ter caráter nacional. A possibilidade de se criar fragmentos ou ilhas de florestas também é um problema, já que é necessário ter trechos contínuos conservados:
- É necessário ter o que chamamos de fluxos gênicos entre as espécies. A proteção da biodiversidade é uma questão nacional seríssima.
O Globo, 15/06/2010, Razão Social, p. 18
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