O Globo, Economia, p. 36
09 de Dez de 2010
Clima gera perda anual de 1% do PIB
Cepal apresenta estudo sobre impacto econômico das mudanças
Andrea Freitas
As mudanças climáticas afetarão o desenvolvimento econômico da América Latina, podendo gerar perdas anuais médias, até 2100, que equivalem a 1% do PIB da região. A conclusão faz parte do estudo "A economia da mudança climática na América Latina e no Caribe", apresentado ontem pela Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), na Conferência do Clima (COP-16) da ONU, em Cancún.
Em 2009, o organismo já havia estimado que as perdas econômicas causadas pelo impacto das mudanças climáticas no século XXI seriam equivalentes a 137% do PIB da região em 2007.
Diretor da Divisão de Desenvolvimento Sustentável da Cepal e autor do estudo, o mexicano Joseluis Samaniego explica que essa estimativa é baseada em perdas físicas e econômicas:
- Estimamos que a Guatemala, por exemplo, perderá 70% de sua biodiversidade até 2100.
Não há como avaliar o quanto vale isso.
Os setores latino-americanos e caribenhos mais vulneráveis à mudança climática são agricultura, recursos hídricos e desastres, pois terão as maiores perdas. De acordo com Samaniego, a costa brasileira sofrerá grande impacto com o aquecimento global e um consequente aumento do nível do mar. Uma alta da temperatura média em três graus centígrados, diz, alteraria o padrão de precipitação no país, afetando a Amazônia, o Nordeste e a biodiversidade.
Samaniego ressalta que o desafio para a região é orientar o desenvolvimento no sentido correto. Para isso, a Cepal sugere investimentos em uma economia de baixo carbono.
O Globo, 09/12/2010, Economia, p. 36
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