OESP, Vida, p. A17
29 de Dez de 2007
Clima custa US$ 75 bi em 2007
Desastres naturais de pequena escala aumentaram
Reuters, Frankfurt
O aumento do número de desastres naturais de pequena escala de influência marcou o ano de 2007 e levou a perdas financeiras maiores do que "megacatástrofes", de acordo com a segunda maior seguradora do mundo, a Munich Re. Um dos motivos é a intensificação de eventos climáticos extremos provocados pelo aquecimento global.
Em seu relatório anual, a empresa indica que a custo total dos desastres naturais neste ano cresceu 50% em relação a 2006, atingindo US$ 75 bilhões. O pagamento de seguros dobrou e chegou a US$ 30 bilhões.
Os 950 desastres analisados - eventos naturais com mais de dez mortes ou danos da ordem de milhões de dólares - foram um recorde, o maior número desde que a Munich Re começou a registrá-los, em 1974.
Segundo cientistas ligados às Nações Unidas, o aquecimento global levará a um aumento em freqüência e intensidade desses eventos. "Os dados confirmam nossa expectativa. A tendência prevista para eventos extremos mostra que a mudança climática já está em curso e que mais desses casos são esperados no futuro", disse Torsten Jeworrek, um dos diretores da seguradora. "Não devemos nos enganar pela ausência de megacatástrofes em 2007."
O evento que provocou a maior perda econômica, US$ 12,5 bilhões, foi um terremoto que atingiu o Japão em julho, com 6.8 graus na escala Richter. Onze pessoas morreram e uma série de estruturas foi danificada, inclusive uma usina nuclear. O valor segurado foi de apenas US$ 300 milhões.
Já o evento mais caro para as seguradoras em 2007 foi a tempestade de inverno Kyrill, que matou 49 pessoas ao atingir a Europa em janeiro. Ela causou perdas de US$ 10 bilhões, dos quais US$ 5,8 bilhões foram pagos pelos seguros.
A pior catástrofe humana - o ciclone Sidr, que matou 3.300 pessoas em Bangladesh e na Índia em novembro - provocou perdas de US$ 2,3 bilhões, mas praticamente nada estava segurado. O Sidr foi o mais violento ciclone a atingir Bangladesh desde 1991. O país ainda busca US$ 2,21 bilhões de doadores internacionais para reconstruir a infra-estrutura destruída e montar um programa preventivo em longo prazo para lidar com tais desastres.
OESP, 29/12/2007, Vida, p. A17
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