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Chuvas não tiraram Roraima da situação de alerta para queimadas

Folha de Boa Vista - http://www.folhabv.com.br/fbv/noticia.php?id=80848
Autor: Vanessa Lima
25 de Fev de 2010

De acordo com o coordenador adjunto da operação Roraima Verde, coronel Kleber Gomes, a situação atual de Roraima, apesar das chuvas que vem atingindo parte da extensão do estado, ainda é crítica. Em especial nos municípios que integram o chamado "Arco de Fogo", mesmo em menor quantidade, incêndios de grandes proporções estão ocorrendo.

Nos sobrevoos realizados na tarde de ontem por equipes da Defesa Civil, três focos de incêndios foram detectados. Anteontem o número era de treze focos de incêndios e queimadas. Nas imagens de satélite captadas pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), até ontem os focos de calor chegavam a nove.

A concentração de focos tem sido nos municípios que integram o arco como Iracema, Mucajaí, Pacaraima, Alto Alegre e Amajari. A região fronteiriça, nas chamadas áreas de amortecimento das unidades de conservação, que abrange áreas de assentamento e terras indígenas, vem sendo atingida. Assim como nas regiões do Paredão (Alto Alegre), Trairão e nas proximidades da Vila Brasil (Amajarí).

Os municípios que estão dentro do arco do fogo estão dentro da área crítica: Bonfim, Cantá, Mucajai, Iracema, Alto Alegre, Pacaraima, Caracaraí e Amajari. Se houver uma redução das chuvas em quatro ou cinco dias, o solo e a vegetação voltarão às mesmas condições anteriores às chuvas, e se houver queima, haverá risco de incêndio.

Ontem pela manhã, o Comitê de Queimadas se reuniu na Sala de Situação montada no Corpo de Bombeiros para fazer um panorama de toda a operação. Os órgãos envolvidos avaliaram as ações que foram realizadas até o presente momento e as que serão desencadeadas.

Com relação à condição climática, a situação é imprevisível. Na explanação meteorológica foi apontado o atual quadro de instabilidade do tempo no Estado, não tendo como afirmar se as chuvas permanecerão ocorrendo ou não.

"A preocupação é que a região do lavrado seca e queima com muita facilidade. A ação do vento, da evaporação através da radiação solar, tudo isso contribui para que haja possibilidade de eclosão de incêndio a qualquer momento. Ainda temos mais de um mês de operação que, dependendo do quadro dos próximos meses, pode se estender", disse o coronel.

O arco de fogo estende-se desde o município de Pacaraima, no alto das serras do norte, até o município de Bonfim, fronteira leste de Roraima com a República Cooperativista da Guiana. Esta faixa de transição entre o cerrado e a floresta chega a mais de 500 quilômetros ocupada por fazendas, assentamentos agrícolas e por algumas terras indígenas demarcadas ou em processo de demarcação.

CACIMBÕES - Empresas contratadas pela Defesa Civil e efetivo do 6 Batalhão de Engenharia e Construção (BEC) têm se empenhado na construção dos cacimbões em alguns municípios. Até o final desta semana o número de reservatórios de água chegará a 1.600. A maior quantidade de cacimbões está em Rorainópolis devido ao grande número de produtores que vêm sofrendo prejuízos com a seca.

A Defesa Civil tem realizado ainda a distribuição de água para consumo humano nos municípios de Pacaraima, São João da Baliza e na Vila São Francisco, em Bonfim.

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