OESP, Cidades, p. C7
24 de Fev de 2004
Chuvas afastam risco de racionamento de água
De sexta para ontem, nível do Sistema Cantareira passou de 5,9% para 8,6%
Ardilhes Moreira
As chuvas bem distribuídas que caíram na região metropolitana e a diminuição do consumo de água na capital por causa do feriado afastaram o risco de racionamento em fevereiro. De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), as represas que abastecem a cidade conseguiram recuperar um pouco da capacidade. Na sexta-feira, o Sistema Cantareira tinha 5,9% de armazenamento. Ontem, alcançou 8,6%. Há um ano, porém, o índice era de 49,3%.
O gerente de Comunicação da Sabesp, Sérgio Lapastina, disse que o reservatório deve chegar a março com 10%. "Subiu por causa das chuvas constantes que caem desde sábado e da redução de consumo." Ele disse que a empresa diminuiu a produção em 4 mil metros cúbicos por segundo.
Outros reservatórios que abastecem a cidade também tiveram aumento na capacidade. Na sexta-feira, o Guarapiranga estava com 35,4% e ontem alcançou 36,8% de sua capacidade de armazenamento. O Rio Grande aumentou de 75,2% para 79,3%, o Alto Tietê, de 22,3% para 24% e o Cotia, de 30,9% para 31,7%.
"Começamos a ter esperança de evitar o rodízio. A luta agora é para março", disse Lapastina.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, em fevereiro choveu 336 milímetros na estação do Mirante de Santana, na zona norte - a média histórica é de 238. De sexta-feira até ontem, foram 125,4 milímetros. O sol só deve reaparecer em todo o Estado durante a quinta-feira. (Colaborou Cacau Fogaça)
OESP, 24/02/2004, Cidades, p. C7
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