O Globo, Ciência, p. 30
27 de Abr de 2007
China prestes a virar o maior poluidor mundial
Economia forte deve fazer o país superar os EUA na emissão de CO2 ainda em 2007
Até o fim de 2007, a China pode se transformar no maior emissor de dióxido de carbono do planeta. E isso não é tudo: até 2030, as emissões da China podem crescer numa velocidade quase duas vezes mais rápida que a de todos os países desenvolvidos juntos. Os dados são da Agência Internacional de Energia.
O órgão já havia previsto que a China iria superar os Estados Unidos, o maior emissor de gases do efeito estufa da atualidade, até 2009. Devido ao desmatamento, o Brasil é o quarto país nesse ranking.
Governo chinês considera a previsão irresponsável
A mudança se dá por causa do fantástico crescimento da economia chinesa, que superou as previsões do seu próprio governo. As autoridades imaginavam que o país cresceria 7% entre 2006 e 2010. Mas desde 2006, o crescimento da China foi de 11%. Segundo especialistas, o fato indica que as próximas metas mundiais de redução de emissões devem incluir países emergentes como a China e a Índia.
Representantes do governo chinês consideraram as previsões da Agência Internacional de Energia irresponsáveis e sem uma base concreta.
Segundo eles, a declaração serve apenas para gerar uma pressão internacional sobre Pequim.
A China ratificou o Acordo de Kioto, que entrou em vigor em 2005 e expira em 2012. Por ele, não tem obrigação de fazer qualquer redução de emissões de gases do efeito estufa até 2012, bem como os demais países em desenvolvimento.
Mas a pressão dos países industrializados - que têm metas de cortes de emissões a cumprir - é para que China, Índia e Brasil sejam incluídos também. A matriz energética chinesa é considerada suja, já que é baseada na queima de car vão.
Para a Agência Internacional de Energia, os esforços para que China e Índia façam parte do acordo que vai suceder Kioto devem incluir incentivos para que os dois países reduzam suas emissões. Entre eles, segundo os cientistas da Agência, estão o financiamento para pesquisas e a busca da eficiência energética.
O Globo, 27/04/2007, Ciência, p. 30
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